Nome: Paula
Idade: 19 anos
Bom mesmo é... Cinema com pipoca, andar de bicicleta, "PIZZA", chocolate branco, ver tv até tarde, dormir até meio-dia, fazer festa até de manhã, ler e ler bons livros, desenhar, praia , céu azul, jogar volêi com os amigos, nadar de montão, férias de verão, viajar, Rock'n'roll ... VIVER !
Nem tão bom... Estudar, inverno chuvoso, acordar cedo, lavar a louça, quando reprises, pneu de bici vazio, bola de volêi furada, tombos históricos, feijão, todo e qualquer tipo de verdura, reunião de família, mosquitos, solidão...

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Marco Ocidental

O Diário da Karem

Calcinha de florzinha

Os Pensamentos da Cris

Algo Além da Aline

O Infinito Particular da Naty

Isma sem regras, mas com Leitores

The drunken sailor from Marina

Natusch. Igor Natusch.

O Kauê pelo Kauê

A Vida Nerd do Renato

Os Delírios do Alexandre

[10.6.07]

.

por Paula * 7:04 PM

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[6.4.07]

http://maisumpalimpsesto.blogspot.com/

por Paula * 11:24 PM

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[28.3.07]

Babe, theses goodbye...

Porque, nem eu sei direito. Porque como diria o Kotscho "tem horas na vida em que a gente não fica muito escolhendo caminho, nem escolhe, é escolhido. Vai apenas porque tem vontade de ir em frente, arriscar, ver o que acontece, só pra não se arrepender de não ter seguido. O que vêm depois, é conseqüência".
Escrevo (não escrevo se encaixa melhor) aqui desde os, sei lá, 16? Esse blog acabou virando um relicário de mim mesma, um amontoado de frases, letras e coisas que fizeram sentido em algum momento. Por mais que eu goste de rolar a barra até lá embaixo e sentir saudade (ou vergonha, depende o caso) das coisas que eu pensava/sentia, agora, com quase vinte e uma quase vida batendo a porta, é hora de, o último dos clichês, virar a página e seguir.

A todos que passaram por aqui, obrigada, e ao pedacinho meu que fica, até, saudade. E, quem sabe, daqui algum tempo vocês não acabem me lendo por aí?
Ah, prazer, Paula Bianca Bianchi.






por Paula * 4:08 PM

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Stuck In A Moment You Can't Get Out Of
U2


I'm not afraid of anything in this world
There's nothing you can throw at me that I haven't already heard
I'm just trying to find a decent melody
A song that I can sing in my own company

I never thought you were a fool
But darling, look at you
You gotta stand up straight, carry your own weight
These tears are going nowhere, baby

You've got to get yourself together
You've got stuck in a moment and now you can't get out of it
Don't say that later will be better now you're stuck in a moment
And you can't get out of it

I will not forsake, the colours that you bring
But the nights you filled with fireworks
They left you with nothing
I am still enchanted by the light you brought to me
I still listen through your ears, and through your eyes I can see

And you are such a fool
To worry like you do
I know it's tough, and you can never get enough
Of what you don't really need now... my oh my

You've got to get yourself together
You've got stuck in a moment and now you can't get out of it
Oh love look at you now
You've got yourself stuck in a moment and now you can't get out of it

I was unconscious, half asleep
The water is warm till you discover how deep...
I wasn't jumping... for me it was a fall
It's a long way down to nothing at all

You've got to get yourself together
You've got stuck in a moment and now you can't get out of it
Don't say that later will be better now
You're stuck in a moment and you can't get out of it


And if the night runs over
And if the day won't last
And if our way should falter
Along the stony pass

por Paula * 3:11 PM

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[24.3.07]

"Eu vi a Rita Lee lambendo o microfone. Passei anos da minha vida com vontade de fazer isso e com medo de ser eletrocutada." Elis Regina

por Paula * 9:10 PM

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[23.3.07]


Pinho Sol radioativo.

por Paula * 1:52 PM

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[21.3.07]

Mamãe não é o super-homem

Nesse fim de semana meu pai e minha irmã vão viajar para Curitiba, como estou morando por aqui, minha mãe deveria ficar sozinha em casa. Me sentindo uma filha ingrata, liguei me oferecendo para ir para Caxias passar o fim de semana com ela. Surpreendentemente, recebi um ótimo querida. A idéia era ir no sábado, e sair sexta a noite aqui, com a gurizada, mas ela pediu pra mim vir o quanto antes: "Dai eu não preciso chamar tua tia pra posar aqui em casa comigo". Tentei negociar, ela insistiu. Desliguei o telefone e percebi, com estranheza, que a dona Marlei tem medo de ficar sozinha em casa, mas mais do que isso, ela tem medo de alguma coisa. E eu que achava que mamãe era o super-homem.





por Paula * 11:00 PM

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[18.3.07]

Maldita hora em que comprei "post-it´s" - coisinhas amarelas grudantes, para os mais íntimos. Não pude resistir. Aquele bloquinho cheio, a caneta do lado... Semana passada enchi a tela do pc com meus pseudo-afazeres. Agora, eles ficam ali, me assombrando.





por Paula * 10:46 PM

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Fim de semana em Caxias.

por Paula * 7:47 PM

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[17.3.07]

Ultimamente tenho tido uma sensação estranha. Parece que as coisas estão passando cada vez mais rápido, e eu fico ali, no meio, em câmera lenta, desviando enquanto der. Como se tudo e todos estivessem arranjando alguma coisa pra fazer da vida. Caminhando pela redenção dei de cara com as paineras e me assustei. As flores delas me pegaram de surpresa, mas não tanto quanto a foto da 3x4 e da sextante. Como assim, as paineras já estão floridas? Como assim, eu conheço boa parte do pessoal que fez a sextante e a 3x4? Como assim faltam dois anos pra me formar?
Um dia essa moleza acaba, não é mesmo. Sabia parede do Dacom. Bem, que ainda haja tempo pra mais risadas, sinucas, momentos 13 anos, e no meio de tudo isso, quem sabe, que sobre espaço também pra descobrir em que pedaço dessa história toda eu me encaixo.

***

Só pra não parecer tão neurótica (e chata) assim.
Falando com um amigo consegui me explicar um pouquinho melhor. Acho que todo mundo tem crises de estimação, que leva pra cima e pra baixo, e que mudam um pouco, de acordo com a vida e a estação. É quase como se eu passasse os dias me equilibrando no meio de dois eus. Um que grita vida, vêm! e outro que diz não, e se esconde. Dependendo o eu, penso mais ou menos nisso, mas sem stress. Nada do gênero "socorro, o mundo é mau" (tá, às vezes sim), apenas, "ok, que raios estou fazendo aqui". E a vida segue, por quê tem que seguir de algum jeito.






por Paula * 5:17 PM

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[12.3.07]

"Tudo que é sólido, se desmancha no ar".
Karl Marx


por Paula * 11:35 PM

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[8.3.07]


Manifestações contra a visita do presidente americano George W. Busch, em Porto Alegre.

por Paula * 5:34 PM

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[7.3.07]

Cerca de dez da noite, ainda me adaptando com a re-volta a capital gaúcha, logo após ver o querido São Manoel passar na travessa perpendicular a rua em que eu o aguardava e perceber, tristemente, que eu deveria mudar - e mudei- de ponto de espera.
Talvez fosse paranóia minha achar que todos que passavam me por ali me olhavam com uma cara estranha, talvez fosse a minha minissaia... O fato é que estava assustador ficar parada, naquela parada sombria (ah, ah, pegou o trocadilho, ok, chega de comentários idiotas). Como permanecer em movimento é uma recomendação que parece dar resultado na maior parte dos filmes de ação, mas mais por que eu estava indecisa entre o bar cheio de velhinhos bêbados e a parada escura, fiquei andando de uma lado para o outro por um longo tempo - aproximadamente um minuto e meio, segundo meu celular. Decidi mudar de tática quando fui abordada por um elemento sacoleiro. Tá perdida moça? Nós é gente boa, nós chama um táxi. Resposta: Não. Não tá na cara que eu tenho idade suficiente pra conseguir chamar um táxi sozinha? Resposta real: Não, obrigada. Lembrete mental: Eu tenho que parar de ser educada com mal-encarados. Se não me engano eu disse ¿Com licença, o senhor pode me deixar passar¿ para o cara que tentou roubar minha bicicleta. Por via das dúvidas, sentei no bar. Ok, já já o ônibus passa, o que são doze minutos? Depende, com os amigos, comendo pastel, nada. Sentada ali era tempo, muito tempo. Os segundos patinavam a minha frente. Três olhadas na hora, e apenas dois minutos depois, quando percebi que o tempo não ia mesmo ser gente fina comigo e passar mais rápido eu vi a luz. Optei pelo corriqueiro, mas eficaz, sebo nas canelas e caminhei/corri até a parada da Fabico. Vazia, sim. Intimidadora, só às vezes. Iluminada, sempre. A parada de ônibus da Fabico brilhava graças ao neon azul claro da recém inaugurada propaganda de Nescafé frio. Mal tive tempo de respirar e desgrudar as moedas de um pra passagem da minha mão suada, não apenas pelo calor, que o ônibus chegou. Bendito São Manoel.

P.S. Não eram exatamente dez, tava mais pra nove e meia da noite... Geralmente sou mais corajosa. E sim, cheguei viva e bem em casa.




por Paula * 11:45 PM

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[6.3.07]

Porto Alegre 40 graus, cidade maravilha da beleza e do caos... Ok, música errada, mas mantém a temperatura. Como faço parte da tribo dos pobres diabos que dependem do solado do sapato e de ônibus lotados pra se locomover, lá fora, se não me engano, é a sucursal do inferno. Em dias como hoje qualquer lugar é melhor do que estar aqui. Toda forma de entretenimento com ar-condicionado está valendo, de consultório de dentista a passeios pelos corredores de frios do Zafarri. Nos momentos de maior desespero aceito até voltinhas de elevador no prédio. Na dúvida entre derreter e sair nadando - já que São Pedro está de férias - fico aqui torcendo pra chover de uma vez, mesmo que torrencialmente, e acabar com essa tortura de fim de verão.



por Paula * 4:31 PM

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[1.3.07]

Você negaria publicações impressas?

Lema anglo-saxão


por Paula * 1:19 AM

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[25.2.07]

O problema de ficar muito tempo sozinha consigo mesma é que você começa a pensar. Pensar demais. Dai fica difícil não se fazer perguntas. Sabe, aquelas que a gente tenta ignorar na maior parte do tempo. O problema maior não é nem tanto quando elas não têm resposta. A coisa complica quando elas têm. Dói responder o que não se quer perguntar.



por Paula * 3:42 PM

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[24.2.07]

Começo a conhecer-me. Não existo.
Sou o intervalo entre o que desejo ser e os outros me fizeram,
ou metade desse intervalo, porque também há vida ...
Sou isso, enfim ...
Apague a luz, feche a porta e deixe de ter barulhos de chinelos no corredor.
Fique eu no quarto só com o grande sossego de mim mesmo.
É um universo barato.

Fernando Pessoa, o Caeiro, sempre...

por Paula * 12:16 AM

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[16.2.07]


Saul Steinberg

por Paula * 1:14 AM

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"(...)Não existe meio de verificar qual é a boa decisão, pois não existe termo de comparação. Tudo é vivido pela primeira vez, sem preparação. Como se o ator entrasse em cena sem nunca ter ensaiado. Mas o que pode valer a vida, se o primeiro ensaio já é a própria vida? É isso que faz com que a vida pareça sempre um esboço. No entanto, mesmo "esboço" não é a palavra certa porque um esboço é sempre um projeto de alguma coisa, a preparação de um quadro, ao passo que o esboço que é a nossa vida não é esboço de nada, é um esboço sem quadro(...)"

A Insustentável Leveza do Ser, Milan Kundera

por Paula * 12:47 AM

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[13.2.07]

Brasileira, ou quase

Outro dia, conversando com um amigo sobre estereótipos e afins acabei emperrando no conceito de brasileiro. O que nos define ou não como verdadeiros tupiniquins?
Ele disse.
- É simples, tu gosta de futebol e carnaval?
E eu, que cresci avessa a tudo que tivesse pandeiros e bolas rolando na grama no meio me vi respondendo:
- Até que sim.
Acho que estou me abrasileirando...



por Paula * 12:57 AM

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[30.12.06]



por Paula * 12:14 AM

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[20.12.06]

PORTO ALEGRE, ANO ZERO
Igor Natusch


Antes de tudo, os fatos. No último domingo, o Internacional conquistou o título mais grandioso de sua história, vencendo o todo-poderoso Barcelona por 1 a 0 e sagrando-se Campeão Mundial Interclubes de Futebol. Foi um jogo difícil, no qual os espanhóis fizeram um primeiro tempo de pressão, aproveitando falhas de posicionamento coloradas ¿ neutralizadas na etapa final por uma marcação muito mais firme dos gaúchos e por uma enorme dose de raça e dedicação, que resultaram no gol de contra-ataque de Adriano Gabiru e no título inédito para o Inter. Título justo, conquistado de modo brilhante e incontestável. Compreensivelmente, as ruas da cidade foram pintadas de vermelho, e a festa colorada não tem hora para acabar.

De qualquer modo, acho que a maioria dos torcedores do Rio Grande do Sul ainda não percebeu a grandeza imensa desse feito, e o tamanho da mudança que ele traz para o panorama do futebol gaúcho. Na verdade, a constatação pode até assustar, mas me parece totalmente inevitável: tudo será diferente daqui por diante. Tudo. A conquista do Internacional marca não só a ascensão definitiva do clube ao panteão dos maiores do mundo, como o fim inapelável de boa parte do imaginário futebolístico do RS. É mais que o auge de um clube: é o marco zero, o recomeço da história de dois gigantes do futebol brasileiro. Um acontecimento que fecha as portas do passado, e escancara um futuro totalmente novo e imprevisível.

Vejamos o Grêmio. Viveu momentos de agonia nos anos 70, vendo o Inter ser tricampeão brasileiro, e estimulado pela necessidade de alcançar o rival acabou construindo uma história de sucesso, conquistando vários títulos nacionais e continentais. Venceu dois campeonatos brasileiros, duas Libertadores e, suprema conquista, ergueu em Tóquio a taça de campeão mundial de 1983 após confronto dramático contra os alemães do Hamburgo. Superou largamente o rival local no tamanho das glórias, mas os efeitos não foram de todo bons: depois de anos de conquistas, acabou se acomodando na fama que construiu para si. A superioridade histórica sobre o eterno adversário encobriu equipes deficientes, administrações ruins e campanhas medíocres ¿ que por duas vezes culminaram na queda para a segunda divisão, além de terem conduzido o clube a vários anos sem sequer conquistar o título regional e a uma crise financeira das mais funestas. Mas, por pior que fosse o panorama, havia sempre o argumento na ponta da língua: o Grêmio era campeão do mundo, coisa que o Inter não era e nunca seria, e a conquista distante compensava tudo, fazia tudo mais bonito e imunizava o tricolor gaúcho de qualquer desgraça.

Pois isso acabou. Já era. Não existe mais. O Inter, aquele mesmo que nunca ia ser campeão mundial, volta do Japão com a taça debaixo do braço. O Grêmio foi igualado. Noves fora discussões pouco consistentes e nada convincentes em cima da quantidade ou dificuldade de títulos, o passado não mais serve ao tricolor dos Pampas como porto seguro e como justificativa para seus desmandos e fracassos eventuais. O que resta ao Grêmio, então? Vencer. Ser ainda maior do que já é, abandonar a atitude contemplativa de anos recentes e ir atrás do que de fato interessa: novos títulos. O processo já se iniciou com a conquista da Serie B em 2005, evento que a maioria dos torcedores do Internacional não compreende, mas que tem significado simbólico fortíssimo na consciência tricolor pelo heroísmo no qual se deu. Agora, a tendência é que essa renovação se potencialize, pois ao Grêmio não restam mais flautas e desculpas: o negócio é, simplesmente, vencer. Será bom para o Grêmio, vocês verão.

E o Internacional? Outrora o grande campeão do Rio Grande do Sul, dono da maior e mais orgulhosa torcida do Estado, viu-se engolfado pela ascensão gremista e teve sua auto-estima seriamente afetada. Foram mais de vinte anos de deboche dos torcedores rivais, testemunhando o crescimento do tricolor enquanto seu clube minguava em conquistas e era empurrado inapelavelmente para uma posição inferior no futebol regional e nacional. Nesse período, o Internacional obteve um solitário título nacional (a Copa do Brasil de 1992), enquanto o rival empilhava conquistas e, supremo horror, erguia em Tóquio a taça de campeão do mundo. Como gremista, considero difícil mensurar o tamanho dessa decepção na alma de um clube que estava até há pouco acostumado com os títulos e com a superioridade no RS e no Brasil. A partir daí, o que alimentava o colorado e tornava menos insuportáveis as chacotas e provocações era a esperança difusa da desforra, do dia em que o Inter alcançaria as conquistas do rival e também ele ergueria taças do outro lado do mundo. Um sonho que parecia distante, mas que administrações diligentes e muita determinação de clube e torcida foram aos poucos construindo em realidade.

E aí está. Internacional campeão da América e do mundo em 2006. A espera acabou. Depois de décadas, cala-se a corneta adversária, e o clube vermelho alcança o ponto mais alto de sua já deveras gloriosa história. Nunca mais o sentimento de inferioridade, nunca mais a espera agoniada por uma redenção que jamais chegava: ela chegou. De modo grandioso, heróico e inquestionável. Aos poucos, os colorados vão percebendo que a sombra que encobria seu passado e tornava nebuloso seu presente não mais existe. Não há mais porque querer igualar os feitos do Grêmio; isso já aconteceu. E agora? Agora há o futuro. Livre da necessidade de chegar nas glórias tricolores, os colorados têm a nova e inebriante perspectiva de um novo horizonte, no qual as conquistas não mais serão comparadas com as do Grêmio: serão únicas, singulares, só suas e de mais ninguém. Será bom para o Inter, tenham certeza.

Quando a poeira desse evento recente e arrasador começar a baixar, creio que as pessoas entenderão mais claramente o que quero dizer. A flauta e a provocação haviam lançado sobre os dois maiores clubes do Rio Grande do Sul uma sombra que cegava sua visão e os prendia a um raciocínio pequeno e incompatível com suas histórias. Perdiam tempo com discussões comezinhas enquanto o mundo inteiro estava descortinado diante de seus olhos insensíveis. Eram provincianos, mesmo sendo cosmopolitas. Das décadas de cegueira, restam agora apenas reflexos morredouros, já completamente anacrônicos à vista do panorama que se desenha para o futuro. Tanto Grêmio quanto Internacional têm, agora, a chance inusitada de buscarem o novo, ao invés de viverem suas existências influenciados pelo velho. Para mim, isso é maravilhoso, e tomara que minha visão não seja demasiado otimista e que a manhã de domingo em Yokohama seja o ponto de partida para o crescimento ainda maior desses dois grandes nomes do futebol mundial. Para Grêmio e Internacional, começa agora o novo milênio.




por Paula * 12:42 AM

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[17.12.06]

correção:

A Terra ERA azul, agora é COLORADA.



por Paula * 10:07 PM

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[8.12.06]

O problema de 2006 é que ele veio depois de 2005. Difícil bater o primeiro ano de faculdade, morando sozinha numa cidade estranha.
E depois, tem toda essa história de crescer. É, crescer, outra vez. Perceber que a gente não sabe tudo e que ainda é muito criança pra muita coisa também não ajuda. E sentimentos, bem, isso deixa quieto.
Se for pra ter alguma resolução de ano novo em 2007 que seja a de ter a alma leve. Esse é o único juramento que todas as pessoas deveriam prestar, prometer enfrentar o ano com o espiríto leve. Já dizia uma sabia futura jornalista fodona: "A gente tem que ser feliz, a gente tem que viver o que a gente pode".


P.S. Férias então, já era hora. Ok 2007, pode vir quente que eu estou fervendo.



por Paula * 9:44 PM

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[5.12.06]

"O diabo desta vida é que entre cem caminhos, temos que escolher apenas um e viver com a nostalgia dos outros noventa e nove".
André Gide



por Paula * 11:42 PM

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[3.12.06]


pôr-do-sol no Guaíba, Cláudio Luis Gastal


por Paula * 10:07 PM

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AMIGOS


"Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos.
Não percebem o amor que lhes devoto e a absoluta necessidade que tenho deles.
A amizade é um sentimento mais nobre do que o amor, eis que permite que o objeto dela se divida em outros afetos, enquanto o amor tem intrínseco o
ciúme, que não admite a rivalidade.
E eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!
Até mesmo aqueles que não percebem o quanto são meus amigos e o quanto minha vida depende de suas existências...
A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem.
Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida.
Mas, porque não os procuro com assiduidade, não posso lhes dizer o quanto gosto deles. Eles não iriam acreditar.
Muitos deles estão lendo esta crônica e não sabem que estão incluídos na sagrada relação de meus amigos.
Mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro, embora não declare e não os procure.
E às vezes, quando os procuro, noto que eles não tem noção de como me são necessários, de como são indispensáveis ao meu equilíbrio vital, porque
eles fazem parte do mundo que eu, tremulamente, construí e se tornaram alicerces do meu encanto pela vida.
Se um deles morrer, eu ficarei torto para um lado.
Se todos eles morrerem, eu desabo!
Por isso é que, sem que eles saibam, eu rezo pela vida deles.
E me envergonho, porque essa minha prece é, em síntese, dirigida ao meu bem estar. Ela é, talvez, fruto do meu egoísmo.
Por vezes, mergulho em pensamentos sobre alguns deles.
Quando viajo e fico diante de lugares maravilhosos, cai-me alguma lágrima por não estarem junto de mim, compartilhando daquele prazer...
Se alguma coisa me consome e me envelhece é que a roda furiosa da vida não me permite ter sempre ao meu lado, morando comigo, andando comigo, falando comigo, vivendo comigo, todos os meus amigos, e, principalmente os que só desconfiam ou talvez nunca vão saber que são meus amigos!
A gente não faz amigos, reconhece-os".

Vinícius de Morais

(Só porque já é quase Natal outra vez, e com isso férias de verão e meses longe...)

por Paula * 9:59 PM

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[1.12.06]

9.000 caracteres... Blarg.



por Paula * 11:19 AM

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[29.11.06]

Funciona assim: Você sabe perfeitamente que está no lugar errado, mas também não tem idéia de qual seja o certo. Talvez o problema de crescer seja esse, ir fazendo cada vez menos sentido. Por agora fico com Antônio Machado mesmo: "El camiño se hace andando". Espero.

por Paula * 3:37 PM

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[26.11.06]



If there's something strange in your neighborhood
Who you gonna call - GHOST BUSTERS
If there's something weird and it don't look good
Who you gonna call - GHOST BUSTERS!



por Paula * 12:44 PM

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[23.11.06]


Salão de Atos da Universidade, show do Tom Zé, auditório lotado
cara sentado atrás de mim - Será que dá pra fumar maconha aqui dentro?
eu (após uns de vinte segundos de perplexidade) - Aãh, acho que não.

É, devo estar por fora dessa ecologia toda...

por Paula * 10:29 PM

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[15.11.06]

"I've seen... things... you little people wouldn't believe. Attack ships on fire off the shores of Orion. I rode on the back decks of a blinker and watched C Beams glitter in the dark near the Tanhauser gate. All those moments will be... gone...like tears in the rain"
Batty, Blade Runner

por Paula * 9:33 PM

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Das mesma forma que julho e agosto tem cheiro de bergamota mais frio, outubro e novembro exalam um perfume doce e meio enjoado de jacarandá e calor.
By the way, alguém sabe de outubro e novembro?

por Paula * 9:26 PM

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[27.10.06]



"Eu sei que a gente se acostuma.

Mas não devia.

A gente se acostuma a morar em apartamento de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E porque à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.

A gente se acostuma a acordar de manhã, sobressaltado porque está na hora.

A tomar café correndo porque está atrasado. A ler jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíches porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia. A gente se acostuma a abrir a janela e a ler sobre a guerra. E aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E aceitando as negociações de paz, aceitar ler todo dia de guerra, dos números da longa duração. A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto. A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que paga. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagará mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com o que pagar nas filas em que se cobra.

A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes, a abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema, a engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.

A gente se acostuma à poluição. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às besteiras das músicas, às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À luta. À lenta morte dos rios. E se acostuma a não ouvir passarinhos, a não colher frutas do pé, a não ter sequer uma planta.

A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente só molha os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer, a gente vai dormir cedo e ainda satisfeito porque tem sono atrasado. A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele.

Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se da faca e da baioneta, para poupar o peito.

A gente se acostuma para poupar a vida.

Que aos poucos se gasta, e que, de tanto acostumar, se perde de si mesma".


Marina Colasanti


por Paula * 9:01 PM

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[22.10.06]

Passei um bom tempo triste e com pena de mim, o que definitivamente não é um boa forma de se estar. Agora sei lá, voltei ao normal (na medida do possível). Normal no caso é feliz - e cansada, um dia de 36 horas ia ajudar bastante (ah, bons tempos aqueles quando eu chegava em casa e não havia mais nada que fazer além de ver tv, ler, comer e dormir). Mas acima de tudo estou em paz. Chutei o balde e 'decidi escolher' ficar de bem comigo. No fim é isso que importa.
Sim, ás vezes as coisas não dão certo. É, o universo gosta de tirar com a minha cara. E daí que tenho problemas em seguir em linha reta?
Tropeçar também é viver...

por Paula * 9:06 PM

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[16.10.06]


Serenity now...

por Paula * 8:14 PM

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[10.10.06]

"Tem dias que o passado volta, dá um chute no teu estômago, e vai embora."



por Paula * 11:18 PM

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[1.10.06]

Morrer parece tão impossível e distante quando se tem 19 anos, às vezes a gente esquece que para morrer basta estar vivo. E se eu me for amanhã por uma bobagem qualquer? E se eu me for antes de poder dizer a todos que gosto quão importantes eles foram e são para mim? A dor maior não é por eles terem ido tão cedo, por mais errado e antinatural que seja um filho ir antes dos pais, mas é por toda essa vida não vivida, todos esses E se´s soltos no ar. Enfim...

"É preciso amar as pessoas
Como se não houvesse amanhã
Por que se você parar, pra pensar.
Na verdade não há"


por Paula * 10:31 PM

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"Já que a seleção brasileira foi um fiasco, a democracia nacional vem oferecer ao povo uma eleição com gosto de final de Copa do Mundo."
Guilherme Fiuza, no mínimo

por Paula * 8:54 PM

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[28.9.06]

Tinha um cabide dentro da mochila, dentro da mochila tinha um cabide. Michele, venderam meu sapato! Essas frases ecoavam em minha mente quando peguei o são Manuel pela terceira vez no mesmo dia e me deparei com o mesmo poema do ônibus a janela. Foi então que percebi a ironia final e me conformei. Sem dúvida alguma, o universo gosta de me sacanear.

To be continued

por Paula * 12:37 AM

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[10.9.06]

Desaniverssariando.



por Paula * 8:16 PM

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[3.9.06]




por Paula * 10:24 PM

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[1.9.06]

(E agosto acabou, finalmente, o mês desgraçado. De todo o restou sobrou um buraco gigantão (sobrou também o fio - aquele sabe, da última que morre e que insiste em permanecer- que não tenho como cortar, não ainda), que pesa, que dói, que racionalmente eu deveria deixar de lado e seguir em frente, mas que eu não quero, principalmente não quero ter que fingir que ele não existe e esquecer. E aquela história de "Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas" como que fica? Fui até onde deu, mentira, eu ainda posso e até iria mais longe mas acho que não tenho esse direito e depois, depois que eu tentei - pela metade, achando meus sapatos as coisas mais interessantes do mundo, porque tudo não deu, mais trinta segundos não tinha como - acho que não faria diferença, não faria, não fez, sei lá. Como se faz pra tapar buracos? Mas rápido que assim não dá mais. Que venha setembro, por favor.
Hora de ser racional então. Como eu odeio a racionalidade...)

por Paula * 8:10 PM

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[18.8.06]



A Terra até pode ser azul (ainda) mas a América é COLORADA.



por Paula * 10:54 PM

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[17.8.06]

Acho que a vida deixou de ser irônica comigo. Agora ela tá de sacanagem mesmo...

por Paula * 1:20 AM

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[4.8.06]

Quase não acredito que hoje terminou. Espera, não acabou, ainda.
Cansei, cansei de basicamente tudo. Mas principalmente cansei dessa mediocridade. Desse saber-se medíocre e permitir-se continuar assim.
A deriva...

Meados de julho, de um guardanapo perdido/encontrado no bolso da minha mochila.




por Paula * 6:13 PM

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[1.8.06]

"... - O senhor tem uma escavação no pulmão esquerdo e o pulmão direito infiltrado.

- Então, doutor, não é possível tentar o pneumotórax?

- Não. A única coisa a fazer é tocar um tango argentino."

Manuel Bandeira

por Paula * 1:54 AM

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[10.7.06]

Fechada pra balanço.

por Paula * 1:55 AM

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[11.6.06]

"(...) a verdade é que chega-se sempre longe demais quando não se quer Ir Direto Aos Fatos, e o problema de Ir Direto Aos Fatos é que não há cir-cun-ló-quios então, e a maioria das vezes a graça reside justamente nesses Vazios Volteios Virtuosos, digamos assim: que não haja beleza nos fatos desde que se vá direto a eles? ou que não exista mistério, que seja insuportavelmente dispensável gostar dos tais circunlóquios. Ultrapasse-os, ordeno. Acontece que. Não, nada acontece."


Caio Fernando Abreu


por Paula * 2:15 PM

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[20.5.06]

"O SUPEREGO é solúvel em álcool."
cartaz de uma festa da psicologia



por Paula * 7:33 PM

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[1.5.06]

" If your species will continue, clap your hands "
Aquela preguiça é demais...



por Paula * 2:37 PM

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To indo pra porto hoje de noite. Estranho, não queria ir, não dessa vez. Queria ficar em casa, no meu meu quarto, encolhida olhando pra janela. Não sei se já te falei da janela do meu quarto? Ela da pra um pedaço de céu, um senhor pedaço de céu e dava umas vez para uns coqueiros do outro lado da rua, eu gostava de olhar pra eles, ver o balançar. Mas dai tiraram os coqueiros, agora os meus coqueiros são os coqueiros da praça Dante, e eu tento fingir que eles ainda estão ali quando eu olho pra janela, dai eu só olho pro céu e fujo daquele barranco descampado sem coqueiros. Eu procurei o por do sol em muitos lugares, já te falei que talvez a minha vida não passasse de uma busca por um por do sol definitivo? E outro dia sem querer eu encontrei ele aqui, no meu pedaço de céu. O pedaço que sempre esteve a minha disposição, mas o único que eu nunca tive paciência de apreciar. Meu pedaço de céu, meu pedaço de mundo. Se desse eu queria que fosse também minha fatia de tempo. Não sou uma garota anos pares, bobagem isso, viver assim, intercalado, deixando pra ser feliz daqui seis meses. Mas quando as coisas parecem vazias e sem porque me vem a cabeça uma vontade de parar o relógio, de ter o meu relógio pra parar, voltar e deixar.
Dai assim, nessas segundas eu quero ficar encolhida na minha cama, olhando pela janela do meu quarto o meu pedaço de céu, fingindo que os coqueiros ainda estão ali e esperando que o tempo não passe, que a vida não mude. Meu quarto, meus céu, meu pedaço de mundo, nem que seja por um dia, controlável.

por Paula * 11:06 AM

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[15.4.06]


(To começando a achar que eu fiz tudo errado, que os pingos dos i´s que eu pensava colocar no lugar certo apenas serviam pra aumentar ainda mais a imprecisão. Errado no que, ser sincera? Também, talvez mais errado ainda tenha sido não baixar a guarda, não deixar alguém gostar de mim só por mim. Tudo por causa dessas malditas regras invísiveis, desse não querer magoar. Mas magoar por magoar não acabei magoando mais ainda por tentar me fazer entender? Talvez aqueles pingos nos i´s fossem mais do que desnecessários, tanta gente vive de entrelinhas, porque tb não eu?
E agora cá estou de novo, sem saber o que fazer. Ninguém nunca deve saber o que fazer mas raiva, tem gente que atua que sabe tão bem... Por que não poder chegar e dizer assim, gosto de você, te quero por perto, e por perto sempre, mas não te gosto assim, queria gostar, mas não consigo. Não fica triste comigo, não fica de mau com o mundo por favor. Queria poder chegar e te abraçar, descobrir uma palavra pra te dizer que fizesse tudo voltar ao normal, ao antes, mas não acho a palavra, e não posso achar o abraço também, ele sozinho não melhoraria nada.
E pessoas são complexas, e ser humano é... ser humano. E ter treze anos outra vez não é mais tão divertido. Acho que vou continuar assim, sem saber o que fazer, sendo eu um pouco por vez até que quem sabe em algum momento, por um lapso do tempo, não é o tempo o remédio universal?, tudo volte, e eu possa rir e ser boba de novo, fingir que não levo nada a sério e caminhar no parque comendo pipoca outra vez. Saudade da pipoca, doce ou salgada, pipoca meio a meio só pessoas estranhas. Estranhas e importantíssimas, até mesmo no seu mexicano eu de ser...)


por Paula * 9:35 AM

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[8.4.06]

Eu me sinto superfeliz quando encontro uma pessoa tão confusa quanto eu..." (Caio F. )



por Paula * 1:37 PM

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[21.3.06]

A Paula que sou nao é a Paula que fui nem a que serei
vivo em constante mudança
e por mudar continou vivendo
a imobilidade me faz mal, mas me vicia
preciso estar assim, apatriada das coisas pra poder buscá-las

por Paula * 1:09 PM

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[3.3.06]


E o tempo passa, a os amigos passam também, infelizmente. Muda a gente, muda o mundo, não que seja ruim mudar...
Lembranças de outros carnavais, viajando "afu", de outra vida. Estava lembrando da época em que tava todo mundo no colégio, agora tá cada um para um lado. Bizarro. A Ellu em Lajes, a Ana namorando, eu em Porto, a Carol fazendo Direito. E o que será de nós daqui a mais três carnavais?



por Paula * 1:25 AM

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[2.3.06]

"Se a mulher que transou com o Mick Jagger ganhou um programa na TV, nada mais natural que a mulher que deu um "selinho" no Bono ganhe, pelo menos, quinze minutos na internet."
Kibe Loco



por Paula * 1:33 AM

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[19.2.06]

"(...) existe uma receita, a norma dum caminho certo, estreito, de cada uma pessoa viver -e essa pauta cada um tem - mas a gente mesmo, no comum, não sabe encontrar; como é que, sozinho, por si, alguém ia poder encontrar, e saber? Mas, esse norteado, tem. Tem que ter. Se não, a vida de todos ficava sendo sempre o confuso dessa doideira que é. E que: para cada dia, e a cada hora, só uma ação possível da gente é que consegue ser a certa."
Riobaldo, Grande Sertão: Veredas




por Paula * 7:29 PM

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[8.2.06]

Férias de verão, nada pra fazer, nada pra ler, nada de bom passando na tv. E ainda por cima uma perna machucada pra melhorar a situação. Ao menos eu posso por a culpa no cavalo...


por Paula * 11:57 PM

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[30.1.06]

No multishow passa, em horários que ainda não consegui decifrar, um programa de entrevistas com atores, diretores e afins muito bom, Inside The Actors Studio. Numa dessas madrugadas enfadonhas lembrei do questionário do Bernard Pivot, realizado no fim do show, e após torrar a paciência de alguns amigos com as dez perguntas, acabei me atendo a última ¿ ¿Se Deus existe e o paraíso também, quando você chegar lá, o que Deus te dirá?¿ ¿e junto com o excelentíssimo senhor Igor Natusch fiz uma compilação de possíveis respostas.
Aceito sugestões para aumentar a lista.


"Ah, AGORA tu quer entrar, né????"
"Bem na hora. Toma, aqui estão as chaves, e qualquer dúvida fala com aquele cara ali. Fui!"
"Trouxe o formulário preenchido?"
"Trouxe a cerveja?"
"Você por aqui? Como assim? Volta já para lá!" (Tom Hanks)
"Pô, isso são horas?"
"Tu é o cara, malandro" (Alexandre H.)
"6 bilhões de pessoas, e justo tu?"
"Eu te conheço?"
"Decifra-me ou te devoro!"
"E se eu não quiser abrir? Vai encarar?"
"Ué? Que fim levou a fila?????"
"Já ouviu falar em BATER antes de ENTRAR?"
"Pede por favor"
"Ele se mudou semana passada... Quer o novo endereço?"
"Chato esse barulhinho das dobradiças rangendo, né?"
"Eu estive lhe observando, então... Pode ficar no meu lugar, creio que você tenha qualificação para a tarefa" (Kauê)
"Desculpe, estamos sem vagas."
¿Fechado para reformas.¿




por Paula * 3:01 PM

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[17.1.06]



por Paula * 12:01 AM

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[15.1.06]

Estava divagando sobre a minha coletânea de primeiras impressões... Quase todas erradas ou muito distantes da realidade. Da praia que parecia deserta e taciturna, a certos amigos que davam a impressão de serem tão tímidos, ou o oposto, muito extrovertidos. Quanto se perde na superficialidade das primeiras impressões, que não raro terminam por ser as únicas. Acho que falta ao mundo paciência para ao menos tentar perceber e compreender os detalhes.





por Paula * 5:12 PM

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[1.1.06]

"Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de Ano, foi um indivíduo genial! Industrializou a Esperança fazendo-a funcionar no limite da exaustão. Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos. Ai entra o milagre da Renovação e tudo começa outra vez... com outro número e outra vontade de acreditar que daqui para adiante vai ser diferente".

Carlos Drummond de Andrade






por Paula * 9:22 PM

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[29.12.05]

"Estava bêbado, já não sabia vestir o dominó que não tinha tirado.
Deitei fora a máscara e dormi no vestiário
Como um cão tolerado pela gerência
Por ser inofensivo
E vou escrever esta história para provar que sou sublime."

Tabacaria, Fernando Pessoa

por Paula * 1:42 AM

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[25.12.05]

Um Ovo de Páscoa no Natal

Talvez o presente que mais me marcou nesse natal tenha sido aquele ovo de páscoa em cima da mesa. A tradicional ceia em família, o peru, os docinhos, a torta fria e junto com tudo isso, me intrigava a presença dele em uma cestinha enfeitada. Foi feita a prece, todos iam começar a comer, mas antes eu perguntei, porque esse ovo está aqui? E as quatro irmãs, tristes e saudosas e se ollharam, porque era o desejo da tua vó. Na páscoa passada ela havia ganho muito chocolate, então disse pra guardar esse ovo pra gente comer quando estivesse todo mundo junto. Só que ela não chegou a ver outro encontro da família, ela falaceu em abril, com quase 80 anos. Foi meu primeiro natal, quer dizer, nosso primeiro natal sem ela. Então ontem, enquanto meu priminho corria pra cá e pra lá se lambuzando de chocolate e esperando o bom velhinho eu só conseguia pensar na falta que me faz a minha boa velhinha, a quem eu mal pude me despedir. E tudo que ela queria era ver a família reunida, no fim esse foi o seu maior presente. Feliz Natal Vó.

por Paula * 2:04 PM

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[24.12.05]





e que 2006 seja ainda mais mega, master, bluster, plus, advanced melhor que 2005

por Paula * 5:38 PM

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[15.12.05]

Férias então. Mas já, como assim. Novembro existiu, e Dezembro? Já é quase natal...
Quanto ao ano que está terminando foi, bah, sei lá.
Isso, foi um ano Bah, mas um bom Bah, não sei se deu pra pegar o espiríto da coisa. Bah bom, isso.
E que 2006 seja ainda mais Bah melhor.




por Paula * 5:22 PM

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[3.12.05]

Só porque está moda publicar contos fabicanos...
Escrito especialme para a aula de Comunicação em Língua Portuguesa de Quinta-feira passada.
E Aline, estou bem, obrigada.

Quanto ao título, ah, não consegui pensar em nada decente. Entre Sobre Borboletas, Café e Dias Brancos e nada fiquei com nada.


Era um dia branco. Ela sentou e pediu um café cortado, nunca parava no centro para tomar café sozinha, mas naquele momento pareceu a melhor coisa a fazer. O vento soprava forte, não que estivesse necessariamente frio mas toda a atmosfera daquele dia a levava a pensar em tomar um café.
E divagar, dias assim são feitos para pensamentos desconexos. O café chegou junto com uma borboleta, estranho, borboletas no inverno. Um dia alguém lhe disse que borboletas só vivem catorze dias. Uma vida em uma quinzena, será possível? Nascer, amar e morrer assim, em duas semanas.
Naquele instante um calafrio percorreu todo o seu corpo, será possível amar, morrer, melhor viver em cinqüenta, cem anos? Ela tinha trinta e três, mas o que fizera nesse tempo? Pela primeira vez percebeu e sentiu realmente que o tempo passa e como uma epifania teve a certeza de que ele é a única coisa irremediável da vida. Esses mesmos minutos em que pensa nisso são minutos perdidos. E se só lhe restassem mais duas semanas? Poderia ela morrer feliz e pensando que ao menos viveu? Na verdade ela era feliz de alguma forma? O colégio escolhido pelos pais, a faculdade de medicina feita, mas apenas feita, sem ânimo ou gosto algum. O casamento, os filhos, em algum momento ela indagou se era o que realmente queria, não, sempre seguiu o fluxo e sempre se achou bem assim, bem, mas não feliz. Os olhos castanhos guardavam em si a profundidade inescrutável e taciturna de tantos quase sonhos, quase tentativas e até quase amores nunca realizados. Se ela fosse uma borboleta, se ela tivesse só duas semanas, só assim talvez fosse feliz. Perceber o fim já é um começo mas a maior dificuldade é conseguir se libertar. Poderia ela viver realmente, voar sem medo e tentar o impossível sem se importar? Olhou o relógio, o ponteiro dos segundos continuava marcando sem parar seus segundos perdidos, talvez todo esse tempo ele só tenha marcado segundos perdidos.
A borboleta voou. Foi embora só, todos estamos sós. Sós no fato que a quantidade de escolhas que nos são postas só faz aumentar nossa indecisão. Sós porque cabe só a nós a responsabilidade pelo caminho que escolhemos. Duas semanas ou dois anos, o tempo é indiferente a nós também, e aí estamos sós de novo, lutando por mais um dia frente a um fim inevitável.
Sorveu o resto do café num gole ainda com a cabeça e a alma longe. O garçom a acordou:
-Moça, moça. A conta.
Pagou e foi embora pensando, talvez se ela fosse uma borboleta... Olhou o relógio, já era hora de pegar as crianças no colégio.
Ah, as coisas que passam pela cabeça das pessoas nesses dias brancos.






por Paula * 3:58 PM

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[27.11.05]

11:40 da manhã, ana na na na an an na, o barulho irritante de mensagem do meu celular me tira dos meus devaneios habituais, no caso Milman ou não Milman, heis a questão. Após catar o aparelho entre tralhas diversas espalhadas por cima da minha cama -camisetas, chinelo com a tira caída, caderno, polígrafo de semiologia, pijama... me deparo com:
"Seguindo a série do Renato, Coisas que só se ve em Otacilio Costa: parede com a placa "FAVOR NÃO URINAR AQUI"... será que funciona?"
Coisas que só acontecem com a Débora em Rio do Sul...




por Paula * 12:55 PM

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Papo profundo com a Carol, após longa discussão sobre coisa nenhuma e talvez nada ao quadrado:
- Então, no que tu acredita?
- Não sei, eu só tenho 18 anos, um dia eu descubro.
Fim de papo

por Paula * 12:41 PM

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[14.11.05]


>>Mais inutilidades...

>>> Frases Mentirosas
> >
> >
> > > ADVOGADO: - Esse processo é rápido.
> > > ALCÓOLATRA:- Só um pouquinho...estou parando de beber...
> > > AMBULANTE: - Qualquer coisa, passa aqui que a gente troca.
> > > ANFITRIÃO: - Já vai? Ainda é cedo!
> > > ANIVERSARIANTE: - Presente? Sua presença é mais importante...
> > > BALCONISTA DE PADARIA: - Este foi feito hoje...
> > > BÊBADO: - Sei perfeitamente o que estou dizendo.
> > > CASAL SEM FILHOS: - Visite-nos sempre; adoramos suas crianças.
> > > CHATO: - Acho que vou embora, já é tarde né!?
> > > CHEFE:- Estamos passando por um fase temporária de contenção de
> > despesas...
> > > CORRETOR DE IMÓVEIS: - Em 6 meses colocarão: água, luz e
> > > telefone.
> > > CRIANÇA: - Num fui eu!!! Foi ele!
> > > DELEGADO: - Tomaremos providências.
> > > DENTISTA: - Não vai doer nada.
> > > DESILUDIDA: - Não quero mais saber de homem.
> > > DEVEDOR: - Amanhã, sem falta!
> > > ENCANADOR: - É muita pressão que vem da rua.
> > > FILHA DE 19 ANOS: - Dormi na casa de uma colega.
> > > FILHO DE 19 ANOS: - Antes das 11 estarei de volta.
> > > GERENTE DE BANCO: - Trabalhamos com as taxas mais baixas do mercado.
> > > INCOVENIENTE: - Você se importa de eu me sentar!?
> > > INIMIGO DO MORTO: - Era um bom sujeito...
> > > LOCUTOR DE TV: - E até a próxima semana, neste mesmo horário.
> > > MECÂNICO: - É o carburador.
> > > MUAMBEIRO: - La garantya soy yo!!! Traducao: Tah fodido...
> > > NAMORADA: - Pra dizer a verdade, nem beijar eu sei...
> > > NAMORADO: - Você foi a única mulher que eu realmente amei...
> > > NOIVO: - Casaremos o mais breve possível!
> > > ORADOR: - Apenas duas palavras...
> > > PEIXEIRO: - Pode levar freguesa; está fresquinho....
> > > PRESO EM FLAGRANTE: - Sou inocente.
> > > SAPATEIRO: - Depois alarga no pé.
> > > SOGRA: - Em briga de marido e mulher não se mete a colher!
> > > TAXISTA: - Este caminho é mais longo, mas a gente num pega
> > > trânsito.
> > > TELEMARKETING: - Seu filho foi selecionado e ganhou um curso de
> > informática.
> > > VAGABUNDO: - Há 3 anos que procuro, mas não acho nada.
> > > VENDEDOR DE CHURRASQUINHO DE GATO: - Essa carne é de primeira...





por Paula * 1:28 AM

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Reflexões inúteis de fim de domingo

Tenho quase certeza que existe uma dimensão paralela para borrachas e guarda-chuvas...



por Paula * 12:34 AM

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[29.10.05]



É preciso saber ver a beleza
Porto Alegre esta aberta a quem quiser e estiver disposto a descobrir os seus segredos
Não é uma cidade fácil
- assusta os marinheiros de primeira viagem
E é aos suficientemente pacientes e destemidos que ela reserva seus maiores encantos
Mas não de cara, se revela aos poucos,
Tal qual uma bailarina em sua dança dos sete véus
Há personalidade me cada rua, cada esquina
E não há pintura descascada ou prédio abandonado que não a traga consigo, latente

Mas meu caso de amor com a cidade delineada pelo Guaíba e agraciada com tão doces pôres-do-sol vai além...
Gosto de Porto alegre pelo que ela me traz de magia e infortúnio
E porque nela encontro,
Entre restingas e moinhos de vento,
Não só minha harmonia, mas minha redenção


Não consegui pensar em nenhum título, no fim não passa de uma meia homenagem para a cidade que adotei como lar.




por Paula * 12:25 AM

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[23.10.05]

A respeito do Referendo

Sei, um pouco em cima da hora pra falar disso, mas de qualquer forma...
Sou contra, mas não por concordar em ter pessoas armadas e fazendo justiça com as próprias mãos nas ruas, mas por acreditar que é uma votação desnecessária, errada da perguntada ao resultado, que independente do que o povo escolher não trara grandes mudanças a sociedade, tendo em vista a complexidade de fatores que envolvem a questão tanto do porte de armas, quanto da violência no país. Sem contar que não acredito que um estado, o qual desde já não dá conta da segurança de seus cidadãos, será capaz após o sancionamento efetivo da lei do desarmamento, que já vem sendo aplicada há algum tempo, resolver o problema apenas porque votamos Sim ou Não. Portanto, a nossa obrigação não é votar, mas pensar se realmente vale a pena desviar a atenção do país para essa questão, enquanto existem tantas outras mais latentes por ai, isso claro, sem mencionar Brasília.



Aqui vai um artigo de um dos jornalistas que mais admiro, Roberto Pompeu de Toledo, publicado na revista Veja e cujas palavras fao minhas também.



Anedota de brasileiro

O referendo das armas foi um exercício de
sair do nada para chegar a lugar nenhum

Os brasileiros foram convocados a participar, neste domingo, 23 de outubro de 2005, de uma consulta popular sobre coisa nenhuma. Trata-se de algo possivelmente inédito no mundo. Discutiram-se durante semanas, com paixão, questões já previamente resolvidas. Tomaram-se partidos que não vinham ao caso. Ninguém, em posição de fazê-lo, se dignou a esclarecer o fato singelo de que o que estava em jogo era nada. A pergunta a que os brasileiros foram intimados a responder, "Deve o comércio de armas ser proibido?", chocava-se contra um obstáculo lógico: o comércio de armas não pode ser proibido. Ele estava garantido pela própria lei que determinou o referendo.

Para quem não está entendendo, voltemos aos pontos de partida desta história. No dia 22 de dezembro de 2003, foi sancionada pelo presidente Lula a Lei nº 10 826, apelidada de Estatuto do Desarmamento. Esse texto, regulamentado pelo Decreto nº 5 123, de 1º de julho de 2004, determinou, ao cabo de longos e acirrados debates no Congresso, quem pode possuir ou portar armas, quando, onde e em que condições. O conjunto de disposições então adotado não desmerece o nome de Estatuto do Desarmamento. Dificultou, de modo considerável, a aquisição e o uso de armas de fogo no país, para quem quer fazê-lo pelos meios legais.

Eis um primeiro ponto a reter: foram essa lei e o decreto que a regulamentou, ambos aprovados e já em vigor, que determinaram quem pode possuir ou portar armas. O referendo nada tem a acrescentar ao assunto. Podem portar armas, isto é, levá-las consigo, integrantes de oito categorias diferentes de corporações, das Forças Armadas à Receita Federal, passando pelas polícias e as empresas privadas de segurança. Cidadão particular não pode. Podem possuí-las, desde que as mantenham em casa ou no trabalho, todos aqueles que comprovem "efetiva necessidade" disso, e desde que tenham no mínimo 25 anos, não apresentem antecedentes criminais e passem nos testes de "aptidão psicológica" e de "capacidade técnica para o manuseio de armas de fogo", entre outras exigências. Se tudo isso já está decidido, não caberia discutir, no quadro da campanha do referendo, como foi feito à exaustão, se os cidadãos devem ou não se armar, ou se isso ajuda ou atrapalha a defesa contra os criminosos. O Congresso já o decidiu por nós, como aliás é de sua obrigação ¿ e decidiu, dadas as múltiplas exigências que estabeleceu para o cidadão comum ter acesso a armas, que elas são nocivas, tanto à segurança coletiva quanto à individual.

Ao eleitorado, acompanhada de boa dose de absurdo, foi deixada a incumbência de decidir sobre a inclusão, no Estatuto, da proibição do comércio de armas. Proibir a compra e venda, é isso? Mas como, se a lei faculta que toda uma gama de gente, dos integrantes das Forças Armadas ao cidadão que comprove "efetiva necessidade", as possua? Como podem possuir sem comprá-las? Na verdade, se a proibição do comércio fosse para valer, a vitória do SIM significaria a revogação de todo o restante da lei. Ficariam prejudicados os numerosos artigos que cuidam de quem pode ter armas, e em que condições. Se não se pode comprar, de que adianta contar com a permissão para ter? A menos que o governo desejasse, deliberadamente, jogar uma parte da população no mercado negro. A loucura não chegou a tanto. A realidade singela é que não há como proibir, pura e simplesmente, a compra e venda de armas, o que significa dizer que, mesmo com a vitória do SIM, as pessoas autorizadas a possuí-las, inclusive o cidadão avulso tomado da tal "efetiva necessidade", continuarão podendo comprá-las. Em direito vige o princípio de que quem pode o mais pode o menos. Quem pode ter armas claro que pode comprá-las. E quem pode comprá-las claro que pode também comprar munição para alimentá-las.

Para que serve então o referendo? Vá lá, façamos um desconto: não é que ele seja completamente sobre coisa nenhuma. Mas também não é sobre o que o eleitorado foi induzido a pensar. O que está em jogo é o modo como serão comercializadas as armas. Se devem ser mantidas as atuais lojas ou se deve ser instituído um novo sistema de vendas. Essa é a única e escassa questão. Vencendo o NÃO, continuam em operação as lojas atualmente existentes. Vencendo o SIM, abre-se um leque de opções, para futura deliberação. A primeira é a manutenção das lojas, reestruturadas. A segunda é a venda em departamento do Exército ou da Polícia Federal. A terceira é a compra direto das fábricas. A pergunta certa, para que o referendo chegasse com clareza ao eleitorado, deveria girar em torno da botica da preferência do freguês, mas lá isso é coisa que se pergunte ao pobre do eleitor? Abusou-se da paciência do coitado. Levaram-no a pensar no assunto à toa. Para piorar, fizeram-no enfrentar fila e perder a praia. E produziu-se, com um referendo que parte do nada para chegar a lugar nenhum, mais uma anedota de brasileiro. "Sabe da última?", perguntarão, pelo mundo. E então rirão muito, rirão de sacudir a barriga e de sair lágrima dos olhos.






por Paula * 11:23 AM

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[22.10.05]

"Quando acordou, o dinossauro ainda estava lá". Augusto Monterroso


por Paula * 8:55 PM

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[9.10.05]

"Se você tem a sorte de combinar prazer e dever, para ganhar a vida com aquilo que te dá alegria e que te devolve a certeza perdida de que viver vale a pena, então você é o cara mais privilegiado do mundo. "
Eduardo Galeano

por Paula * 3:03 PM

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[25.9.05]






por Paula * 2:38 PM

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[18.9.05]

Who's Gonna Ride Your Wild Horses
U2



You're dangerous, 'cos you're honest.
You're dangerous, you don't know what you want.
Well you left my heart empty as a vacant lot
For any spirit to haunt.

You're an accident waiting to happen
You're a piece of glass left there on a beach.
Well you tell me things
I know you're not supposed to
Then you leave me just out of reach.

Who's gonna ride your wild horses?
Who's gonna drown in your blue sea?
Who's gonna ride your wild horses?
Who's gonna fall at the foot of thee?

Well you stole it 'cos I needed the cash
And you killed it 'cos I needed revenge.
Well you lied to me 'cos I asked you to.
Baby, can we still be friends?

Who's gonna ride your wild horses?
Who's gonna drown in your blue sea?
Who's gonna ride your wild horses?
Who's gonna fall at the foot of thee?

Ah, the deeper I spin
Ah, the hunter will sin for your ivory skin.
Took a drive in the dirty rain
To a place where the wind calls your name
Under the trees, the river laughing at you and me.
Hallelujah! Heaven's white rose
The doors you open I just can't close.

Don't turn around, don't turn around again.
Don't turn around your gypsy heart.
Don't turn around, don't turn around again.
Don't turn around, and don't look back.
Come on now love, don't you look back.

Who's gonna ride your wild horses?
Who's gonna drown in your blue sea?
Who's gonna taste your saltwater kisses?
Who's gonna take the place of me?
Who's gonna ride your wild horses?
Who's gonna tame the heart of thee?

por Paula * 3:35 PM

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Momento pseudo-filosófico


Porque o tempo passa, porque as pessoas mudam e porque nem tudo (na verdade a maioria das coisas) acontece como a gente tinha planejado? São nesses dias de chuva, fins de Domingo e fins de vida que me ponho a pensar nas chances perdidas, nos desejos não realizados e nos amigos que ficaram pra trás. Cada uma cresce, e como é complicado crescer, vai pra um lado, enfim, segue um rumo diferente. E no fim quantos percebem que o fizeram? Sei, tema recorrente esse nos meus escritos e pensamentos, as vezes chego a sentir como se tivesse muito mais do que os meus tão poucos e recém feitos 18 anos. Mas o próprio fato do tempo, e porque não da vida, ser um rio, como já dizia Hereclécito, me impede de deixar estas indagações de lado. Talvez se eu levantasse dessa cadeira, se eu fosse enfrentar o mundo lá fora em vez de apenas observar a tabacaria da janela. Talvez no fim Caeiro tenha razão, não há mais metafísica no mundo do que chocolates... E que venha mais uma tarde de várzea pra encher ainda mais de nada um coração vazio.







por Paula * 3:26 PM

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[9.9.05]


Pôr-do-sol na Serra.




por Paula * 10:39 PM

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Adoro fazer aniversário.
Parábens pra mim e viva a maioridade.

por Paula * 10:29 PM

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[28.8.05]

"EU sou é EU MESMO. Divêrjo de todo o mundo... Eu quase que nada não sei. Mas desconfio de muita coisa"
Guimarães Rosa



por Paula * 1:13 PM

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Esta na hora de enfrentar a página em branco, dizem que o começo é sempre o mais difícil mas será que quem disse isso chegou ao meio ou ao fim?
As idéias vem, esse é o problema, elas vem demais, ao mesmo tempo, confusas, incompletas, ou completas demais. Nem sempre acompanham a velocidade da digitação e quando se chega ao próximo parágrafo já fugiram, cansadas da incerteza. Viver é não ter a vergonha ser feliz, e cantar e cantar e cantar a beleza de ser um eterno aprendiz.... Meu cérebro funciona de uma maneira estranha. Tem horas em que tudo que eu queria era não ter que pensar em nada já tem outras em que tudo que eu queria era parar tudo pra poder pensar de novo e direito. O silencio me assusta, é quando ele chega que a consciência desperta e os sentimentos vem. Lembranças sempre passando de novo, uma reprise sem fim das coisas sem importância que talvez por serem assim tão importantes se tornam impossíveis de esquecer.
E então as coisas não aconteceram exatamente do jeito que você planejou? Ou pior, aconteceram, só que não eram exatamente o que você esperava. Quanto mais alto o coqueiro maior o tombo, quanto mais a gente deseja mais difícil de alcançar. Deve ser mais fácil pensar pequeno, viver pequeno mas viver completo. Quanto mais o tempo passa mais parece impossível de fechar o buraco, de encontrar a resposta... Ainda, será que existe resposta. Quer saber, eu desisto de me entender, fico mais é com o Drumonnd e vou é ser gauche pro resto da vida e pronto. Muito mais simples assim, isso se for possível ser simples de alguma maneira.


por Paula * 1:05 PM

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[12.8.05]

O pedido de desculpas veio, mas veio tarde demais. Agora o Lula não passa de uma caricatura do que ele já foi.




por Paula * 1:14 PM

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INSTANTES

Jorge Luiz Borges

"Se eu pudesse viver novamente a minha vida, na próxima,
trataria de cometer mais erros.
Não tentaria ser tão perfeito, relaxaria mais.
Seria mais tolo ainda do que tenho sido;
na verdade, bem poucas coisas levaria a sério.
Seria menos higiênico.
Correria mais riscos, viajaria mais,
contemplaria mais entardeceres,
subiria mais montanhas, mais rios.
Iria a mais lugares onde nunca fui.
Tomaria mais sorvete e menos lentilha,
teria mais problemas reais e menos problemas imaginários.
Eu fui uma dessas pessoas que viveu sensata e produtivamente cada minuto da
sua vida, claro que houve momentos de alegria, mas, se não sabem, disso é
feita a vida, só de momentos; não os perca agora.
Eu era um desses que nunca ia a parte alguma sem um termômetro, uma bolsa de
água quente, um guarda-chuva e um pára-quedas;
se voltasse a viver, viajaria mais leve.
Se eu pudesse voltar a viver, começaria a andar descalço no começo da
primavera e continuaria assim até o fim do outono.
Daria mais voltas na minha rua, contemplaria mais amanheceres e brincaria
com mais crianças, se tivesse outra vez uma vida pela frente.
Mas, já viram, tenho 85 anos e sei que estou morrendo".




por Paula * 1:43 AM

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[11.8.05]

Mais um fim



Dizem que a vida é feita de ciclos, talvez seja mesmo. Dentro de um mês faço dezoito e sinto com se estivesse terminando mais um. É estranho pensar que um aniversário tão simples possa significar tanta coisa, embora maioridade legal não queira dizer maturidade da alma. Fazendo um balanço dos meus 17 anos, 11 meses e 2 dias a primeira vista não sei se tenho muito o que comemorar. A essa altura já esperava ter as coisas mais definidas, saber direito quem eu sou e o que eu quero da vida, apesar de não ter estas certezas sinto que ao menos estou à caminho. Se somos o conjunto das nossas experiências, amizades, tristezas, alegrias e banalidades, acho que juntando tudo isso eu tenho uma base suficiente pra seguir em frente. Uma vez as coisas eram mais simples, o certo e o errado mais separados e as decisões que eu tomava não eram tão grandes ao ponto de afetar a minha
vida. Agora as decisões e a vida são inteiramente minhas, espero estar conseguindo fazer um pouquinho de jus a essa responsabilidade... Voltando ao balanço, o mais importante no fim foram o s amigos que fiz. Sei, piegas isso, mas nem todo mundo consegue amigos de verdade, ou pelo menos percebe isso. Não sou uma pessoa fácil, nunca fui, quem fala de mais não tem nada a dizer não é mesmo? E só os meus amigos mesmo se deram ao trabalho de me ouvir, tiveram a paciência de tentar me entender. Nas minhas coisa tolas, nos meus momentos de insegurança e em todo o etc banal do qual a vida é feita. Só por poder dizer que eu tenho pessoas com quem compartilhar as minhas bobagens já sinto que alcancei alguma coisa. Fechando mais um ciclo então.




por Paula * 12:33 AM

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[8.8.05]

Ainda sobre o valereoduto e afins

Então vem o Bob Jeff com seus instintos primitivos contra o jamais arrogante Zé Dirceu. Quem ganhou, se é possível que existam ganhadores? Em momentos de sanidade mental questionável assisti a CPI procurando encontrar a lógica de tudo aquilo, ainda estou procurando... Só conseguia pensar em uma frase que li em um muro algum tempo atrás, dizia que antigamente o Brasil era um país sem memória e agora é um país sem cerébro. Nada melhor para descrever a interessante esclerose múltipla que atacou o pessoal em Brasília. Ninguém sabe, ninguém viu, ouviu ou falou nada, bem igual ao desenho dos três macaquinhos. Tanta falta de vergonha na cara cansa e o perigo é esse. Daqui a pouco a população cansa (já não cansou?) de tudo isso também e, pra variar, a coisa já esta cheirando a pizza. Voltando a minha emocionante sessão pipoca, talvez o que mais me deixou indignada foi a falta das perguntas obvias. Desculpe se alguém perguntou, corro o risco de ter pego no sono, mas não lembro de ninguém olhar pro Jefferson e pedir o que ele ganhava com aquilo, ou pro Dirceu se ele realmente achava que alguém ainda iria acreditar nele. É tanta coisa que eu já não sei direito nem o que pensar. Reitero o que eu já disse, e acho que no minímo deveria haver um pedido de desculpas formal ao povo brasileiro, por aguentar tão tranquilmante tanta cara de pau.




por Paula * 1:16 AM

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[31.7.05]



por Paula * 2:23 AM

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[29.7.05]

José

E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, Você?
Você que é sem nome,
que zomba dos outros,
Você que faz versos,
que ama, protesta?
e agora, José?

Está sem mulher,
está sem discurso,
está sem carinho,
já não pode beber,
já não pode fumar,
cuspir já não pode,
a noite esfriou,
o dia não veio,
o bonde não veio,
o riso não veio,
não veio a utopia
e tudo acabou
e tudo fugiu
e tudo mofou,
e agora, José?

E agora, José?
sua doce palavra,
seu instante de febre,
sua gula e jejum,
sua biblioteca,
sua lavra de ouro,
seu terno de vidro,
sua incoerência,
seu ódio, - e agora?

Com a chave na mão
quer abrir a porta,
não existe porta;
quer morrer no mar,
mas o mar secou;
quer ir para Minas,
Minas não há mais.
José, e agora?

Se você gritasse,
se você gemesse,
se você tocasse,
a valsa vienense,
se você dormisse,
se você cansasse,
se você morresse....
Mas você não morre,
você é duro, José!

Sozinho no escuro
qual bicho-do-mato,
sem teogonia,
sem parede nua
para se encostar,
sem cavalo preto
que fuja do galope,
você marcha, José!
José, para onde?


Carlos Drummond de Andrade


por Paula * 5:10 PM

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[28.7.05]

Cansei! Chega de deixa disso. Quanto pior as coisas ficam menos o Lula admite que errou. Talvez não ele, mas a cúpula que ele formou em algum momento errou e errou feio. Eu queria um pedido de desculpas pelo menos, ao invés desses discursos sem fim, reafirmando dogmas perdidos e tentando passar atestados de dignidade. Muito mais digno e honesto que isso seria encarar os problemas de frente , mostrar que ao contrário do que parece, existe sim alguém no comando. E já que esse alguém chegou lá com 50 milhões de votos, está na hora de parar com a demagogia e mostrar serviço.




por Paula * 12:11 PM

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[26.7.05]

Pra Sempre, Sempre Acaba


Mudanças, esta ai um negócio complicado. A vida é baseada nelas, e da mesma forma que mudar é necessário e emocionante, é também assustador. Se o tempo parasse de uma hora para outra iríamos nos cansar- já não nos cansamos agora?- e clamar novamente pra que as coisas mudassem. O problema do novo é que além de tudo ele também é desconhecido (baita pleonasmo) e dai que vem toda a angústia, todo medo e toda vontade de que as coisas permaneçam iguais para sempre. Ir embora de algum lugar acelera o processo fazendo com que tudo mude de uma vez só. Viagens a parte isso é só pra dizer que eu fui embora. E por mais que eu volte para casa sempre já não me sinto tão em casa. O mais triste no fim é perceber que eu mudei, não que os outros não tenham mudado também, mas que eu mudei muito mais rápido. Talvez ir embora possa ser comparado a uma terapia de choque pró-mudanças... E junto com a saudade dos velhos tempo, que bobagem, não tenho idade pra falar de velhos tempos mas mesmo assim, existe uma ânsia de que as coisas permaneçam sempre iguais. Não gosto de pensar, como já dizia a música, que pra sempre, sempre acaba, e me dói olhar nos olhos dos meus amigos de hoje sem saber se eles continuaram assim amanhã. Cada um segue um caminho, não há como impedir isso, o fato é que não é sempre que esses caminhos se cruzam. Acho que eu queria uma ilha pra poder voltar, em que o tempo parasse do jeito que eu tivesse deixado, as pessoas fossem as mesmas e eu também. No fim é isso, tenho saudade de mim e um pouco de medo de que eu mude tanto que não venha mais a reconhecer os meus amigos, ou pior, que eu não me reconheça mais.


por Paula * 12:30 AM

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por Paula * 12:27 AM

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[10.7.05]

Não, não morri nem fui chamada para depor em nenhuma CPI... Apenas estava sem vontade de escrever, na verdade sem vontade de fazer nada. Vagando pel net, entre o tédio e falta do que fazer encontrei essa crônica do Zuenir Ventura, que descreve bem o momento pelo qual está passando o Brasil atualmente. Mais latino do que nunca, agora conseguiu de vez transformar a política em novela mexicana. E não que estamos todos a espera dos próximos cápitulos?


Só falta sexo, droga e rock´n´roll

Zuenir Ventura - O Globo


"Sei que podia ser pior, podia ser Londres. Mas nem essa terrível tragédia consegue fazer esquecer a nossa medíocre comediazinha de costumes. Haja estômago para digerir e cabeça para entender tanta notícia ruim. Acho que nenhuma outra crise nos últimos 40/50 anos -- do suicídio de Getúlio Vargas, passando pela renúncia de Jânio Quadros, a queda de João Goulart, o AI-5, o impeachment de Collor -- produziu um volume tão grande de denúncias, confissões, acusações, desculpas hipócritas ou cínicas, mentidos e desmentidos (só falta aparecer sexo, droga e rock´n´roll).


Com essa matéria-prima o teatro, o romance e o cinema já construíram grandes dramaturgias. Nós estamos fazendo algo que se parece mais com uma telenovela, em termos de enredo e de estrutura narrativa. Há suspense, falso mocinhos, intriga, ganchos e até chamadas para os capítulos seguintes. Anuncia-se o personagem que vai surgir, o que vai dizer ou desdizer. Antecipa-se enfim o que pode acontecer. Tudo é possível, inclusive o improvável e o inverossímel. Diariamente são testados os limites e capacidade de nos espantarmos ou simplesmente de nos surpreendermos. Houve uma espécie de banalização da perplexidade. Alguém se surpreende com mais alguma coisa? Vindo de uma época em que o jornalismo era ameaçado de morte por inanição, ou seja, por falta de informação, sonegada pela censura, nunca pensei que fosse reclamar do excesso. Mas é que o excesso dá indigestão. Informação demais é ruído e pode até criar um tipo novo de "censura". As notícias se sucedem com tal velocidade que uma anula o efeito da anterior e a gente acaba achando natural que um governo sem recursos para a saúde e a educação tenha feito contrato de mais de R$ 500 milhões com duas agências suspeitas. Ou que órgãos públicos como Correios, Câmara dos Deputados, ministérios, Furnas, Banco do Brasil, Eletronorte etc. tenham gasto tanto em publicidade. Por que a Câmara, que possui um sistema próprio de comunicação que inclui até televisão, precisa pagar R$ 21 milhões para que Marcos Valério, logo quem, cuide de sua imagem?


Temo que daqui a pouco a overdose cause fastio, que a gente se canse de ver esse espetáculo da CPI, que tanto sucesso de audiência tem tido. A guerra de nervos já está dando lugar ao que um dos integrantes da comissão, o senador Ney Suassuna, chamou de "guerra de egos", com cada um querendo se mostrar mais do que mostrar a verdade.


O único susto ainda possível nessa novela é descobrir o que o destino reserva para o personagem principal -- qual terá sido realmente o seu papel. Lula pecou por omissão ou por conivência? Não sei se faz diferença para um presidente da República".


Para o último dos leitores.


por Paula * 11:59 PM

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[12.6.05]

Quem morre?

Morre lentamente
quem se transforma em escravo do hábito,
repetindo todos os dias os mesmos trajectos, quem não muda de marca
Não se arrisca a vestir uma nova cor ou não conversa com quem não conhece.
Morre lentamente
quem faz da televisão o seu guru.
Morre lentamente
quem evita uma paixão,
quem prefere o negro sobre o branco
e os pontos sobre os "is" em detrimento de um redemoinho de emoções,
justamente as que resgatam o brilho dos olhos,
sorrisos dos bocejos,
corações aos tropeços e sentimentos.
Morre lentamente
quem não vira a mesa quando está infeliz com o seu trabalho,
quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho,
quem não se permite pelo menos uma vez na vida,
fugir dos conselhos sensatos.
Morre lentamente
quem não viaja,
quem não lê,
quem não ouve música,
quem não encontra graça em si mesmo.
Morre lentamente
quem destrói o seu amor-próprio,
quem não se deixa ajudar.
Morre lentamente,
quem passa os dias queixando-se da sua má sorte
ou da chuva incessante.
Morre lentamente,
quem abandona um projecto antes de iniciá-lo,
não pergunta sobre um assunto que desconhece
ou não responde quando lhe indagam sobre algo que sabe.

Evitemos a morte em doses suaves,
recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior
que o simples fato de respirar. Somente a perseverança fará com que conquistemos
um estágio esplêndido de felicidade.

Pablo Neruda


por Paula * 7:40 PM

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[5.6.05]

"...você pega os jornais e não sobra pedra sobre pedra no cenário político, pinta um clima de fim de feira moral, de desesperança, de indignação, de salve-se quem puder, tudo ao mesmo tempo. É um velho filme que não gostaria de ver mais, mas que voltou às telas da vida."
Ricardo Kotscho



por Paula * 5:14 PM

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[26.5.05]

Das certezas da minha vida

Aos 5 anos de idade eu sabia exatamente o que queria da vida. Ia ser cantora, de preferência dublando a Xuxa, já que o meu repertório não passava disso. Mas o tempo foi passando, eu fui crescendo e resolvendo tomar atitudes mais sérias. Assim decidi ser desenhista de desenho animado, a profissão perfeita, nunca ninguém mais ia me xingar por rabiscar a classe, aquilo ia ser arte. Eu poderia passar as manhãs na frente da tv sem reclamações. Claro, que o fato de eu ter talento ajudava, na primeira série eu era uma das poucas pessoas que sempre colocavam narizes nas bonecas e tinha uma boa noção de círculo, ao contrário dos meus colegas. Só que eu descobri que eram preciso fazer 25 esquetes por segundo, o que acabou me desanimando. Novamente, passou um tempo e eu descobri a minha vocação: ser cientista. Não qualquer uma, inventora e da Nasa, algo muito mais palpável e respeitável do que uma mera desenhista. Continuei rabiscando, rabisco até hoje na verdade, mais segura, afinal havia encontrado aquilo que eu iria fazer para o resto da vida, e ai de quem dissesse o contrário. Eu tinha certeza absoluta. Mais um tempo, as aulas de ciências deixaram de ser tão interessantes e algum idiota qualquer me disse que ia terminar como professora. Aquilo ficou na minha cabeça, e eu e os meus 9 anos resolvemos repensar a situação. Surgiu assim a idéia de ser arquiteta. Isso sim era legal, eu ia poder desenhar profissionalmente, na época eu não dava bola pro fato de preferir desenhar tudo menos casas... Isso era apenas um detalhe. E o tempo foi passando, e eu continuava firme na arquitetura. Lá pelas tantas o meu gosto pela história e a mania de viver defendendo os frascos e comprimidos acabou por fazer eu me interessar pelo Direito. Eu pensava, gosto de falar em público, adoro argumentar. Eureka, é isso, vou ser arquiteta e advogada! E veio de novo, a certeza de que tinha me achado. Claro, na minha cabeça era perfeitamente possível exercer as duas profissões ao mesmo tempo, e assim fui indo até o fatídico verão de 2004. Já com 16 anos, portanto mais madura, minhas convicções tinham ficado mais fortes. Iria ser arquiteta e criminalista, farias duas faculdades e era isso. Só que o mês que eu passei na praia trouxe além do barulho do mar as pulgas atrás da orelha. Era hora de ser realista, setembro havia a inscrição da faculdade, era preciso decidir. E foi o que eu fiz, que dizer, mais ou menos. Descartei a Arquitetura, apesar de gostar de matemática preferia mil vezes as humanas. Continuava tendo como paixões ler, argumentar e desenhar mas não conseguia me imaginar fazendo casinhas pro resto da vida. Ia ser Direito, se não encontrasse nada melhor. E foi, os meses passavam e eu continuava a indagar se realmente era isso, parecia que sim. Até que alguém, não sei quem, me perguntou se eu já havia pensando em ser jornalista. No momento aquilo pareceu estranho, eu respondi que não. Foi então que eu comecei a pensar, e o que parecia bobo inicialmente foi tomando consistência. Só que detalhe, falei isso apenas pras minhas amigas. Minha mãe ainda acreditava que eu seria arquiteta e meu pai que eu ia ser advogada. Quinze dias antes da inscrição da UFRGS eu anunciei que iria fazer jornal, após um breve silêncio houve uma certa má vontade da parte da minha mãe de fornecer fundos para a tal inscrição. E ela, que relutava que eu fizesse um teste vocacional quase me subornou para fazer o mesmo. Mas não, eu estava, olha o perigo, decidida. E foi assim que eu prestei vestibular para comunicação e vim parar aqui na Fabico. Claro que as pulgas não me abandonaram, talvez elas nunca abandonem. E a faculdade também não ajudou muito. Quer saber, eu desisto. Vou ser é desenhista de desenho animado mesmo, ou decidir ser indecisa e pronto.

Pelo menos alguma coisa eu aprendi nas aulas de teoria da comunicação. É como diz a Virgínia, desconfie das pessoas que tem muitas certezas...







por Paula * 9:22 PM

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Fim de tarde em Porto Alegre.



por Paula * 5:10 PM

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Só pra dizer que eu estou bem, já faz um mês e o tempo sempre parece amenizar as coisas. Também queria dizer obrigada.

por Paula * 5:01 PM

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[30.4.05]

...

Acho que pra começar eu queria saber o que falar, eu nunca sei. Eu queria mandar todo mundo embora e dizer pra minha mãe chorar em paz que eu não ia deixar ninguém incomodar. Eu queria poder abraçar ela, a minha irmã, as minhas tias e as minhas primas ao mesmo tempo pra mostrar quanto eu as amo. Eu queria mandar a merda quem me mandava ser forte. Eu queria ficar sozinha pra poder entender o que aconteceu mas eu também não queria ficar sozinha comigo. Eu queria os almoços de domingo, toda família reunida comendo moranga do bispo. Eu queria não ter esse vazio. Eu queria aquela sensação de segurança de volta. Eu queria não sentir dor só de olhar nos olhos da minha mãe. E agora quem vai me dizer pra falar devagar, andar direito? Dizer que eu sou muito desastrada, que eu pareço um moleque? Eu queria saber demonstrar o quanto ela significava pra mim, tanto mais que um simples eu te amo dito quando ela já não podia mais ouvir. Eu queria não ter ficado naquela sala de espera horas sem fim esperando o seu coração parar de bater sem poder fazer absolutamente nada além de esperar. Um coração tão grande, que cativou tanta gente por tanto tempo. Isso, eu queria que o tempo não passasse assim ela nunca iria embora. Mas acima de tudo eu queria minha avó de volta. Enrugadinha, sentada no sofá vendo novela, tomando café com uma xícara gigante, falando com sotaque, rindo, começando a comida as sete e meia da manhã... Imortal, como eu sempre achei que ela fosse e como eu tive que descobrir que não era. Eu queria acreditar, só que isso por enquanto eu não consigo.
Maria Peteffi 16.07.1925 - 25.04.2005


por Paula * 2:23 PM

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[20.4.05]

-- Cada um dos nossos pensamentos
não é mais do que um instante
de nossa vida. De que serviria
a vida se não fosse para
corrigir os erros, vencer nossos
preconceitos e, a cada dia,
alargar nosso coração e nossos
pensamentos? Nós utilizamos
cada dia para alcançar um
pouco mais de verdade. Quando
chegarmos ao fim, vocês
dirão então o que é que
valeu nossa pena

Romain Rolland - Jean Cristophe




por Paula * 1:22 AM

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[17.4.05]






por Paula * 9:03 PM

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[26.3.05]

¿... ¿ Foi nos Estados Unidos que se inventou o oitavo pecado mortal: o de desobedecer ao código do grupo, o de não pensar, sentir ou agir de acordo com os padrões estabelecidos pela comunidade, o de não aceitar a estandardização das idéias, dos hábitos, da arte, da literatura, dos gestos sociais, dos bens de consumo... O inconformado passa a ser um marginal, um elemento subversivo, uma ameaça à ordem social¿.

O Arquipélago, Érico Veríssimo





por Paula * 2:58 PM

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[19.3.05]

Sobrevivi a minha primeira semana de aula, ou melhor de trote... A Fabico é bem legal, o pessoal todo, olha o pleonasmo, é muito comunicativo. Morar em Porto está sendo uma experiência interessante. Fora o susto que eu levei quando eu fui atropelada/atropelei um motoqueiro. Lá estava eu sentada no meio fio, pensando, enquanto a minha respiração voltava ao normal e eu tentava fazer com que o meu coração não saisse pela boca. Algo do genêro: a dois dias eu estava em casa, reclamando que tava tudo muito parado e agora eu estou aqui, na Ipiranga em Porto, recém atropelada, enquanto pedia esmola no sinal em meio a um trote da UFRGS. Hmn, as coisa mudaram bastante...



por Paula * 6:23 PM

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[26.2.05]

Quem esta vivo sempre aparece...
Não conseguia mais postar aqui fazs um bom tempo, mas vamos as novidades;
Perdi 5kg;
Tirei o aparelho;
E...


PASSEI NA UFRGS!

Por enquanto é só, dia 12 já to me mandando pra Porto. Até, beijos!

por Paula * 4:01 PM

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[26.12.04]

Os pensamentos são livres
Die Gedanken sind frei
Os pensamentos são livres!
Quem pode adivinhá-los?
Eles passam voando
Como sombras da noite.
Ninguém pode sabê-los,
Ninguém pode atingí-los,
Não há como mudar:
Os pensamentos são livres!

Eu penso o que eu quero,
E tudo o que me agrada,
Mas tudo em silêncio
Sem chamar a atenção.
Meu desejo e meu anseio
Ninguém pode impedir.
Não há como mudar:
Os pensamentos são livres!

E se eu for aprisionado
No mais sinistro calabouço,
Tudo isto será obra
Inútil e também vã;
Pois os meus pensamentos
Partem os grilhões
E os muros em dois:
Os pensamentos são livres!

Por isto para sempre
Deixarei de lado preocupações
Deixarei de lado para sempre
Os meus temores
Pois no coração sempre
Será possível rir e ser alegre
E ao mesmo tempo pensar:
Os pensamentos são livres.

Karl Marx.





por Paula * 3:39 PM

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[5.12.04]



por Paula * 9:18 PM

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[20.11.04]

Não, nem todos eles estão em uma dimensão alternativa...

"Some of us ¿ hopefully most of us ¿ are trying to understand and appreciate the effect our recent election will have on you, the citizens of the rest of the world. As our so-called leaders redouble their efforts to screw you over, please remember that some of us ¿ hopefully most of us ¿ are truly, truly sorry. And we'll say we're sorry, even on the behalf of the ones who aren't."







E o lado da história que ninguém faz questão de mostrar...




Fotos de Falluja --> www.fallujapictures.blogspot.com




por Paula * 10:07 PM

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[15.11.04]

A música das almas

"Le mal est dans le monde comme un esclave qui fait monter l'eau."
Claudel


Na manhã infinita as nuvens surgiram como a Ioucura numa alma
E o vento como o instinto desceu os braços das árvores que estrangularam a terra...
Depois veio a claridade, o grande céu, a paz dos campos...
Mas nos caminhos todos choravam com os rostos levados para o alto
Porque a vida tinha misteriosamente passado na tormenta.

Rio de Janeiro, 1935


Vinícius de Moraes


por Paula * 12:49 AM

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Algumas fotos da Iha do Mel do mesmo site citado no post abaixo...










por Paula * 12:34 AM

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[7.11.04]



Fui pra Ilha do Mel com a minha turma de colégio, muito bonito o lugar. Passei o Dia das Bruxas lá, provavelmente uns dos feriados mais surreais da minha existência... 17 horas de bus e aqui estou de novo, tentando me readaptar a essa realidade sem praia e com aulas domingo de manhã. O desenho que segue é do Caco, um artista da ilha e pode ser encontrado no site www.ilhadomelpreserve.com.br. Acredito que ele ilustra bem o estado de confusão em que se encontra a minha vida. Sem contar que o cara é um gênio e essa gravura merece muitos e muitos aplausos.











por Paula * 9:12 PM

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[14.10.04]



I know it´s only rock´n roll but I like it...





por Paula * 9:34 PM

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>Pergunta feita pelo Professor Fernando, da FATEC-
>Faculdade de Tecnologia de
>São Paulo, em sua prova final do curso de maio de 1997.
>
>
>Este professor é conhecido por fazer perguntas do
>tipo "Por que os aviões voam?" em suas provas finais.
>Sua única questão na prova final de maio de 1997 foi a
>seguinte:
>"O inferno é exotérmico ou endotérmico? Justifique sua
>resposta com base na Lei de Boyle ou em alguma variante da mesma".
>
>
>O aluno Sérgio Fonseca escreveu o seguinte: "Primeiramente, postulamos que:
>se almas existem, então elas devem ter alguma massa. Se elas têm, então um
>conjunto de almas também tem massa. Então, a que taxa as almas estão se
>movendo para fora e a que taxa elas estão se movendo para dentro do
>inferno? Então podemos assumir seguramente que uma vez que uma alma entra
>no inferno ela nunca mais sai. Por isso não há almas saindo. Para as almas
>que entram no inferno, vamos dar uma olhada nas diferentes religiões que
>existem no mundo hoje em dia. Algumas dessas religiões pregam que se você
>não pertencer a elas, você vai para o inferno... Como há mais de uma
>religião desse tipo e as pessoas não possuem duas religiões, podemos
>projetar que todas as almas vão para o inferno. Com as taxas de natalidade
>e mortalidade do jeito que estão, podemos esperar um crescimento
>exponencial das almas no inferno. Agora vamos olhar a taxa de mudança de
>volume no inferno: A Lei de Boyle diz que para a temperatura e a pressão
>(no inferno) serem as mesmas, a relação entre a massa (das almas) e o
>volume do (inferno) deve ser constante. Existem então duas opções:
>1) Se o inferno se expandir numa taxa menor do que a taxa com que as almas
>entram,
>então a temperatura e a pressão no inferno vão aumentar até ele explodir.
>2) Se o inferno estiver se expandindo numa taxa maior do que a entrada de
>almas, então a temperatura e a pressão irão baixar até que o inferno se
>congele. Se nós aceitarmos o que a menina mais gostosa da FATEC me disse no
>primeiro ano: "só irei pra cama com você no dia em que
>o inferno congelar", e, levando-se em conta que ainda NÃO obtive sucesso na
>tentativa de ter
>relaçoes sexuais com ela, então a opção 2 não é verdadeira. Por isso, o
>inferno infelizmente, é exotérmico."
>
>(O aluno foi o único que tirou 10)

por Paula * 9:33 PM

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[12.10.04]


"O ser humano vivência a si mesmo, seus pensamentos como algo separado do resto do universo - numa espécie de ilusão de ótica de sua consciência. E essa ilusão é uma espécie de prisão que nos restringe a nossos desejos pessoais, conceitos e ao afeto por pessoas mais próximas. Nossa principal tarefa é a de nos livrarmos dessa prisão, ampliando o nosso círculo de compaixão, para que ele abranja todos os seres vivos e toda a natureza em sua beleza. Ninguém conseguirá alcançar completamente esse objetivo, mas lutar pela sua realização já é por si só parte de nossa liberação e o alicerce de nossa segurança interior".
Albert Einstein






por Paula * 9:58 PM

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Viva o ócio!!!

por Paula * 9:57 PM

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[3.10.04]

Faz um bom tempo que eu não escrevo, não que eu não tenha pensado em fazer isso... Setembro foi um mês interessante, estou estudando bastante e estou bem. Acho que voltando ao normal seria o termo correto. A primavera faz isso com as pessoas, ver o mundo florescendo por mais clichê que seja desperta algo muito bom dentro de mim. Um olhar pra frente misturado com sentir bem, é não saber o que me espera, mas não ter medo disso. Viajando só mais um pouco quando o inverno termina parece que eu canso de passar a vida passando o tempo e tenho mais força pra correr atrás dos meus objetivos. Como eu já mencionei vou fazer jornalismo e quem sabe daqui alguns anos você não possa estar lendo uma matéria minha em algum lugar. Também votei pela primeira vez hoje, interesse como uma coisa que aparentemente é tão insignificante pode ter tanta importância. E era isso.






por Paula * 5:37 PM

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[9.9.04]



Então era isso. Mais um aninho que passou. Queria agradecer todo mundo em especial a minha miguxxa Karem que me fez uma dedicatória tão linda no seu blog. Beijão adoro vocês!
P.S: Eu sei, isso ta meio convencido, mas a gente só faz 17 uma vez e então é melhor aproveitar. Sem contar que como eu torci o tornozelo e estou com o pé enfaixado e mancando. Eu mereço um pouquinho de indulgência...






por Paula * 8:20 PM

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[5.9.04]

Decidi, vou prestar vestibular para Jornalismo. Essa certeza me parece um tanto irreal quando lembro das dúvidas que eu tinha até tão pouco tempo atrás. Dentro de quatro dias eu faço 17 anos. Incrível como o tempo passa e como a gente muda e não percebe. É primavera, não oficialmente, embora as flores do pessegueiro a minha janela digam o contrário; É Setembro outra vez, e provavelmente o último setembro que hei de passar aqui. Pela primeira vez não sei o que estarei fazendo em um ano, isso é ao mesmo tempo assustador e desafiador. No fim não importa quantos anos você faz, para que cidade você vai mudar, que faculdade você vai fazer. O que realmente permanece são os amigos e esses eu sei vão me acompanhar pro resto da vida.





por Paula * 1:07 PM

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[15.8.04]








por Paula * 10:47 PM

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Estava eu navegando pela web quando achei uma definição que eu acho ser a mais perfeita para o signo de virgem: Uma ilha cercada de pessoas. É exatamente assim que eu me sinto!




por Paula * 10:43 PM

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Perigo, Eu na cozinha



Como já era de se esperar eu consegui um feito incrível: quase colocar fogo na cozinha usando o microondas. Não, eu sei lidar muito bem com ele o problema é que nessas tardes de domingo sem nada pra fazer as idéias começam a circular. Estava eu na internet navegando quando me deparei com uma receita de biscoitos integrais light de microondas. Meus olhinhos brilharam e pensando em sair do marasmo tive o que se pode chamar de idéia insana: cozinhar. Considerando o meu longo histórico de desastres nas mais variadas áreas minha mãe sabiamente sempre preferiu me manter afastada das panelas e afins. Fato que eu aceitei sem problema algum e nunca fiz nenhum esforço para mudar. A minha experiência culinária sempre se restringiu a pizza de micro, negrinho no micro e pipoca pra variar de microondas. Sendo assim a última coisa que eu esperava é que esse meu cúmplice viesse me trair de forma tão cruel após tantos anos de convívio amigável. Mas como eu já mencionei os desastres sempre tendem a ocorrer comigo. Pois bem, fui fazer os tais biscoitos animada ao ver que a minha inabilidade não era tão grande. Claro que o nível de conhecimento e prática necessários para misturar farinha, margarina e água em uma tigela não é dos mais altos. Enrolada a massa, cortado os cubinhos a etapa seguinte era bem simples, 2 minutos no dito cujo em potência alta. Só que havia muitos biscoitos e a paciência não esta entre as minhas qualidades. Após algumas "fornadas" razoavelmente bem-sucedidas decidi acelerar o processo. Resultado, quando olhei para o vidro do aparelho notei uma cortina de fumaça, no instante seguinte meu pai correndo desligar a tomada e eu pensando: - Hmn, o que será que deu errado? A cozinha e o resto da casa ficaram inundados por um cheiro não muito agradável de bolacha fundida junto com uma névoa que lembrava bastante os filmes de terror. Enquanto eu ouvia o habitual discurso de onde raios eu estava com a cabeça da minha mãe tomei uma decisão. Daqui pra frente só pretendo freqüentar a cozinha exclusivamente como consumidora o que sempre funcionou bem. E se por acaso numa tarde de domingo começarem a surgir idéias novamente eu abro uma barra de chocolate que é menos saudável, mas mais seguro.







por Paula * 4:27 PM

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[7.8.04]

"Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.



Janelas do meu quarto,
Do meu quarto de um dos milhões do mundo que ninguém sabe quem é
(E se soubessem quem é, o que saberiam?),
Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por gente,
Para uma rua inacessível a todos os pensamentos,
Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa,
Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres,
Com a morte a pôr humidade nas paredes e cabelos brancos nos homens,
Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada. "


Trecho de Tabacaria do Fernando Pessoa





por Paula * 10:34 PM

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[6.8.04]

Querer ser livre mas querer ser aceito, o ser humano é uma eterna contradição.




por Paula * 8:00 PM

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[23.7.04]




¿ And therefore never send to know for whom Bell tolls; it tolls for thee.¿

¿- Nenhum homem é uma ilha... O diabo é que cada um de nós é mesmo uma ilha, e nessa solidão, nessa separação, na dificuldade de comunicação e verdadeira comunhão com os outros, residi quase toda a angústia de existir¿.
... Cada homem é uma ilha com seu clima, sua fauna, sua flora e sua história particulares.
... E a comunicação entre as ilhas é das mais precárias, por mais que as aparências sugiram o contrário. São pontes que o vento leva, às vezes apenas sinais semafóricos, mensagens truncadas escritas num código cuja chave ninguém possui.
... as ilhas do Arquipélago humano sentem dum modo ou de outro a nostalgia do Continente, ao qual anseiam por se unirem. Muitos pensam resolver o problema da solidão e da separação... aderindo a um grupo social, refugiando-se e dissolvendo-se nele, mesmo com o sacrifício da própria personalidade...
... ¿ O que importa a cada ilha é vencer a solidão, o estado de alienação, o tédio ou o medo que o isolamento lhe provoca.¿


O Arquipélago, Érico Veríssimo






por Paula * 1:12 AM

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[18.7.04]



por Paula * 2:18 PM

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Reclames do Plin Plin

Feliz Dia Mundial do Rock atrasado! Tenho andado meio sem tempo ultimamente, mas normal. Prestei vestia domingo passado pra medicina aqui na UCS. Meio que me arrenpedi, eu fui tri bem na prova, mas como havia 25 candidatos por vaga não havia nem chance de passar. Eu devia ter feito pra direito mesmo que é o que eu quero (eu acho) que se bobear eu teria ficado entre os primeiros. Todo mundo que eu conheço que não prestou vestiba pra medicina passou. E olha que eles nem foram tão bem. Eu acertei 70 de 109 o que não é tão ruim e não entrei. Enquanto tem gente que fez 30 e passou. Liguei pra lá pra ver a minha colocação, fiquei como 210 no geral. Deviam ter uns seis mil candidatos então a coisa não foi tão feia. Entrei em férias do cursinho sexta depois de uma semana de simulado. Tenho que estudar mais, nossa a idéia de que só falta meio ano pra acabar o terceiro chega a ser assustadora. E o pior é que eu não sei o que eu quero da vida. E eu me odeio por isso. Sempre fui super decidida e agora que eu preciso fazer umas das escolhas mais importantes da minha vida estou como diria uma amiga minha "mais perdida que cusco em tiroteio". Eu realmente admiro as pessoas que sabem exatamente o que querem. Embora eu saiba que eu não sou a única garota de 17 anos do mundo que esteja perdida eu continuo me sentido mal. As inscrições estão se aproximando e até setembro eu tenho que escolher. E o bom é que o tempo parece passar muito mais rápido quando a gente não quer. Eu chego a pensar que eu não tenho jeito pra nada mesmo. Pelo menos acho que deve ser alguma coisa relacionada com falar e escrever... Essas são as únicas coisas que eu sei fazer, não que eu faça direito. Ta ai, e se eu for Advogada? O problema é que pra mim advogar é defender o réu, argumentar e tal, mas aqui no Brasil a maior parte das coisas é feita por escrito e a justiça é tão lenta e corrupta que eu provavelmente acabaria com uma ulcera de raiva. Segundo duas das minhas melhores amigas eu tenho jeito pra jornalista. Assim eu poderia colocar a minha opinião e ajudar as pessoas. Isso até que é bem interessante, mas eu não que eu escreva bem o suficiente para isso. Dizem que temos de ver quais são as coisas que mais gostamos no colégio e por ai vai. Eu adoro história, mas não consigo me ver dando aula, faz algum tempo que me deu uma louca de ser cientista política. Eu não sei exatamente o que é isso, mas parece legal... Como ter 17 também é querer mudar o mundo eu já cheguei a pensar em fazer medicina só pra ir trabalhar nos médicos sem fronteiras. Mas isso é apenas um devaneio de dias em que eu não tenho nada pra fazer tipo agora. Provavelmente você deve estar pensando como alguém consegue escrever tanta bobagem junta, mas acredite isso não é nada. Eu nem comecei a divagar sobre o tédio e o vazio existencial... É melhor eu parar por aqui mesmo. E Feliz Dia Mundial do Rock!





por Paula * 2:16 PM

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[27.6.04]



"O Sertão é sem fim; o Sertão está em toda parte; o Sertão tá dentro da gente". (Guimarães Rosa em "Grande Sertão: Veredas").





por Paula * 12:02 AM

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[26.6.04]

A Lista
(Oswaldo Montenegro)


Faça uma lista de grandes amigos
Quem você mais via há dez anos atrás
Quantos você ainda vê todo dia
Quantos você já não encontra mais
Faça uma lista dos sonhos que tinha
Quantos você desistiu de sonhar
Quantos amores jurados pra sempre
Quantos você conseguiu preservar
Onde você ainda se reconhece
Na foto passada ou no espelho de agora
Hoje é do jeito que achou que seria?
Quantos amigos você jogou fora
Quantos mistérios que você sondava
Quantos você conseguiu entender?
Quantos defeitos sanados com o tempo
Eram o melhor que havia em você
Quantas mentiras você condenava
Quantas você teve que cometer
Quantas canções que você não cantava
Hoje assobia pra sobreviver
Quantos segredos que você guardava
Hoje são bobos ninguém quer saber
Quantas pessoas que você amava
Hoje acredita que amam você.





por Paula * 11:58 PM

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[12.6.04]






Para todos os apaixonados, esse fragmento de poema que eu nem me lembro mais onde eu encontrei. E é claro... Feliz Dia dos Namorados...

"É o tempo passando correndo, correndo e eu aqui, te esperando, aguardando aquele olhar que neste lapso de tempo me fez flutuar... E você, tão longe mas dentro do meu coração, e eu aqui,te procurando tentando encontrar sua alma que subitamente perdeu-se de minha mão. Há tanto para se falar o amor, a vida, o sonho e eu aqui, calado, perdido entre palavras tentando
pronunciar aquela frase, simples, antiga, porém sincera. "Eu Te Amo..." "

(autor desconhecido)




por Paula * 9:11 PM

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[5.6.04]






por Paula * 8:40 PM

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[30.5.04]

"Não entendo. Isso é tão vasto que ultrapassa qualquer entender. Entender é sempre limitado. Mas não entender pode não ter fronteiras. Sinto que sou muito mais completa quando não entendo. Não entender, do modo como falo, é um dom. Não entender, mas não como um simples de espírito. O bom é ser inteligente e não entender. É uma benção estranha, como ter loucura sem ser doida. É um desinteresse manso, é uma doçura de burrice. Só que de vez em quando vem a inquietação: quero entender um pouco. Não demais: mas pelo menos entender que não entendo."

CLARICE LISPECTOR




por Paula * 7:09 PM

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Viagens e Devaneios


Hoje em dia o mundo impõe um conceito de corpo perfeito a todos. Não nasceu perfeito (como a maioria dos mortais), e daí... Porque se conformar e se sentir bem do jeito que você é se você pode entrar nessa corrida maluca pela aparência dos sonhos e ficar mais ou menos igual a todo mundo. Bonito por fora e vazio por dentro. Parece que é muito mais importante ter algo pra mostrar do que algo pra dizer. A cultura consumista atual consegue massificar e acabar com o significado de tudo que aparece pela frente. Filosofias milenares embaladas e vendidas como a mais nova moda. E isso vale pra tudo. Na tentativa de se encaixar acabam esquecendo de que o que importa na verdade é ser você mesmo. Mas no fim isso parece praticamente impossível. E quem consegue isso acaba taxado de anormal ou excluído. Desde pequenas as crianças são bombardeadas com informações sobre o que devem vestir, como devem agir... A geração coca-cola da época do Renato Russo cresceu. E agora a gente se depara com uma juventude tão cabeça oca que nem é possível nomeá-la, pois da que a pouco já vai surgir uma nova moda. Estamos vivendo em um mundo de conceitos distorcidos onde a personalidade de cada um é apenas mais um produto a ser comercializado e moldado dia após dia pela mídia. Não que eu seja muito filosófica, ou não sofra influências dos outros. Esse texto pode ser meio viajado e cheio de redundâncias, mas no fim é apenas uma forma de colocar a minha opinião de adolescente inconformada.

(reprise de post)





por Paula * 7:05 PM

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[29.5.04]

Abobrinhas

->> O vaso e o ônibus são os grandes equalizadores da humanidade.

->> As últimas horas do Domingo passam mais rápido do que qualquer outro momento da semana.

->> A melhor forma de reconhecer um melhor amigo é quando você consegue ficar junto dele em silêncio por horas sem se sentir mal.

->> Uma das melhores coisas da vida são os amigos, e a maioria dos males da alma são curados com umas boas risadas.

->> Que os smurfs são comunistas mas isso já é uma outra história...




por Paula * 4:35 PM

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[23.5.04]

MAKTUB




por Paula * 7:48 PM

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[15.5.04]






por Paula * 9:50 PM

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Declaração de Amor

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Tentei dizer quanto te amava, aquela vez, baixinho
mas havia um grande berreiro, um enorme burburinho
e, pensado bem, o berçário não era o melhor lugar.

Você de fraldas, uma graça, e eu pelado lado a lado,
cada um recém-chegado você em saber ouvir, eu sem saber falar.

Tentei de novo, lembro bem, na escola.

Um PS no bilhete pedindo cola interceptado pela
professora como um gavião.

Fui parar na sala da diretora e depois na rua
enquanto você, compreensivelmente, ficou na sua.

A vida é curta, longa é a paixão.
Numa festinha, ah, nossas festinhas, disse tudo:
"Eu te adoro, te venero, na tua frente fico mudo"
E você não disse nada. E você não disse nada.

Só mais tarde, de ressaca, atinei.
Cheio de amor e Cuba, me enganei e disse tudo para uma almofada.

Gravei, em vinte árvores, quarenta corações.
O teu nome, o meu, flechas e palpitações:

No mal-me-quer, bem-me-quer, dizimei jardins.

Resultado: sou persona pouco grata corrido a gritos de
"Mata! Mata!" por conservacionistas, ecólogos e afins.

Recorri, em desespero, ao gesto obsoleto:
"Se não me segurarem faço um soneto"
E não é que fiz, e até com boas rimas?
Você não leu, e nem sequer ficou sabendo.
Continuo inédito e por teu amor sofrendo
Mas fui premiado num concurso em Minas.

Comecei a escrever com pincel e piche num muro branco, o asseio que se lixe, todo o meu amor para a tua ciência.

Fui preso, aos socos, e fichado.

Dias e mais dias interrogado: era PC, PC do B ou alguma dissidência?

Te escrevi com lágrimas , sangue, suor e mel
(você devia ver o estado do papel)
uma carta longa, linda e passional.
De resposta nem uma carinha
nem um cartão, nem uma linha!
Vá se confiar no Correio Nacional.

Com uma serenata, sim, uma serenata como nos tempos da Cabocla Ingrata me declararia, respeitando a métrica.
Ardor, tenor, a calçada enluarada...
havia tudo sob a tua sacada
menos tomada pra guitarra elétrica.

Decidi, então, botar a maior banca no céu escrever com
fumaça branca: "Te amo, assinado.." e meu nome bem
legível. Já tinha avião, coragem, brevê, tudo para
impressionar você mas veio a crise, faltou o combustível.

Ontem você me emprestou seu ouvido e na discoteca, em
meio do alarido, despejei meu coração.
Falei da devoção ha anos entalada e você disse "Não
escuto banda". Disse "eu não escuto nada".
Curta é a vida, longa é a paixão.

Na velhice, num asilo, lado a lado em meio a um silêncio
abençoado direi o que sinto, meu bem.
O meu único medo é que então empinando a orelha com a mão você me responda só: "Hein?"

Luiz Fernando Verissímo






por Paula * 9:48 PM

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"O Amor é alimentado pela imaginação, através da qual nos tornamos mais sábios do que supomos, melhores do que nos sentimos, mais nobres do que somos. Através da qual podemos ver a Vida como um todo. Através da qual, exclusivamente, podemos compreender os outros em sua realidade e em suas relações ideais. Somente aquilo que é bom, e pelo bem concebido, é capaz de alimentar o Amor. Mas ao Ódio qualquer coisa pode nutrir". [Trecho da carta escrita na prisão para o amante dele]

Oscar Wilde




por Paula * 9:32 PM

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FELIZ DIA 15 DE MAIO! p&c




por Paula * 9:20 PM

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Ah como eu adoro morar na colônia! Diários de Motocicleta estreiou em todo mundo semana passada mas quem disse que vai passar em Caxias? Liguei pro cinema e eles não tem nem previsão pra vinda do filme. Vou ter que acabar dando um jeito de ir a Porto Alegre para ver o filme...




por Paula * 8:51 PM

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Pode até argumentar que o Che é pop. Que ele é a Coca-Cola do comunismo. Mas pop ou não ele representa algo raro hoje em dia. Alguém com um ideal, um objetivo. Melhor ainda, uma IDEOLOGIA. O que aconteceu com elas? Há um tempo atrás eu li uma entrevista com um escritor canadense que disse assim: "Tenho saudade do tempo em que todos éramos Marxistas ou Feministas".Em parte ele tem razão. Hoje em dia o mundo é dominado pela lei de Gérson; o importante é levar vantagem em tudo. Todos tem seu preço e é quase impossível encontrar alguém disposto a morrer por uma causa, ou que sequer tenha uma causa. Acreditar simplesmente por acreditar sem segundas intenções parece difícil. E é por isso que eu gosto do Che, ele tinha uma idéia, mas não ficou só no sonho. Foi lá pegou em armas e fez uma revolução. Ganhou a revolução! Quem é que você conhece que depois de ganhar não se contentaria e continuaria pelo mundo a lutar? Ele tinha uma causa e não desistiu, morreu lutando por ela e só isso é suficiente para que ele tenha a admiração de tantas pessoas em todo mundo, elas sendo a favor ou não do que ele fez. Ele queria mudar o mundo e conseguiu. Viva lá Revolución! E viva Ernesto Che Guevara!


Paula B. B





por Paula * 8:43 PM

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Como eu gostaria de realmente acreditar em alguma coisa...

IDEOLOGIA

MEU PARTIDO
É UM CORAÇÃO PARTIDO
E AS ILUSÕES ESTÃO TODAS PERDIDAS
OS MEUS SONHOS FORAM TODOS VENDIDOS
TÃO BARATO QUE EU NEM ACREDITO
EU NEM ACREDITO
QUE AQUELE GAROTO QUE IA MUDAR O MUNDO
(MUDAR O MUNDO)
FREQUENTA AGORA AS FESTAS DO "GRAND MONDE"

MEUS HERÓIS MORRERAM DE OVERDOSE
MEUS INIMIGOS ESTÃO NO PODER
IDEOLOGIA
EU QUERO UMA PRA VIVER
IDEOLOGIA
EU QUERO UMA PRA VIVER

O MEU PRAZER
AGORA É RISCO DE VIDA
MEU SEX AND DRUGS NÃO TEM NENHUM ROCK 'N' ROLL
EU VOU PAGAR A CONTA DO ANALISTA
PRA NUNCA MAIS TER QUE SABER QUEM SOU EU
POIS AQUELE GAROTO QUE IA MUDAR O MUNDO
(MUDAR O MUNDO)
AGORA ASSISTE A TUDO EM CIMA DO MURO

MEUS HERÓIS MORRERAM DE OVERDOSE
MEUS INIMIGOS ESTÃO NO PODER
IDEOLOGIA
EU QUERO UMA PRA VIVER
IDEOLOGIA
EU QUERO UMA PRA VIVER



por Paula * 8:41 PM

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Como diria um velho filósofo quadrúpede, a vida é um risco...

por Paula * 7:26 PM

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[9.5.04]



por Paula * 1:50 PM

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Estranho isso que acontece com a gente. Esse nada que nos faz ficarmos tristes ou felizes sem nenhum motivo. As vezes são coisas tão pequenas que desencadeiam essas avalanches de sentimentos que eu fico até perdida. Talvez a minha alma tenha alguma ligação com o tempo. Sempre que o céu está branco eu sinto como se houvesse um vazio dentro de mim. Talvez porque ele pareça com uma folha vazia e eu lembre que o meu futuro é uma página em branco...

por Paula * 1:43 PM

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Eu tenho uma mania incontrolável de querer sempre ficar dando explicações as pessoas sobre as coisa que eu faço. Um dia quem sabe eu pare com isso mas opor enqaunto aqui vai. Eu estaa sem nada pra fazer e escrevi um poema. Pronto, simples assim.

Pequeno Poema Sem Sentido das Vinte pra Uma

Se engana quem acha que eu minto
se engana quem acha que eu digo a verdade
não faço nenhum dos dois e faço os dois ao mesmo tempo
se é que é possível tamanha ambiguidade
mas no fim o que é ser sincero?
dizer o que acho que sinto ou apenas o que quero?
triste vida que carrega tão grande incerteza
como eu gostaria de ver tudo com um pouco mais de clareza
no fim o que não existe é o preto tão pouco o branco
apenas o cinza, como eu odeio o cinza
norteia a minha efêmera existência
rima boba por rima boba as coisas vão se indo
e o que resta sou eu sozinha neste limbo

Paula B. B

por Paula * 12:43 PM

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[2.5.04]

Pedido de Pizza no ano de 2 . 015

Telefonista: Pizza Hot, boa noite!

Cliente: Boa noite, quero encomendar pizzas...

Telefonista: Pode me dar o seu NIDN?

Cliente: Sim, o meu número de identificação nacional é
610204791993-8456-54632107.

Telefonista: Obrigada, Sr. Lewis. Seu endereço é 1742 Meadowland
Drive,
e o número de seu telefone é 494-2366, certo? O telefone do seu
escritório da Lincoln Insurance é o 745-2302 e o seu celular é 266-
2566.

Cliente: sim, é verdade! Eu queria encomendar duas pizzas, uma
quatro
queijos e outra calabresa...

Telefonista: Talvez não seja uma boa idéia...

Cliente: O quê?

Telefonista: Consta na sua ficha médica que o Sr. sofre de
hipertensão e

tem a taxa de colesterol muito alta. Além disso, o seu seguro de vida
proibe categoricamente Escolhas perigosas para a sua saúde.

Cliente: É, você tem razão! O que você sugere?

Telefonista: Porquê que o Sr. não experimenta a nossa pizza
Superlight,
com tofu e rabanetes? O Sr. vai adorar !

Cliente: Como é que você sabe que vou adorar?

Telefonista: O Sr. consultou o site "Recettes Gourmandes au Soja" da
Biblioteca Municipal, dia 15 de janeiro, às 14:27h, onde permaneceu
ligado
à rede durante 36 minutos. Daí a minha sugestão...

Cliente: OK, está bem! Mande-me duas pizzas tamanho família!

Telefonista: É a escolha certa para o Sr., sua esposa e seus 4
filhos,
pode ter certeza.

Cliente: Quanto é?

Telefonista: São $49,99.

Cliente: Você quer o número do meu cartão de crédito?

Telefonista: Lamento, mas o Sr. vai ter que pagar em dinheiro. O
limite
do seu cartão de crédito já foi ultrapassado.

Cliente: Tudo bem, eu posso ir ao Multibanco sacar dinheiro antes
que
chegue a pizza.

Telefonista: Duvido que consiga, o Sr. está com o saldo negativo.

Cliente: Meta-se com a sua vida! Mande-me as pizzas que eu arranjo o
dinheiro. Quando é que entregam?

Telefonista: Estamos um pouco atrasados, serão entregues em 45
minutos.
Se o Sr. estiver com muita pressa pode vir buscá-las, se bem que
transportar duas pizzas na moto não é aconselhável, além de ser
perigoso...

Cliente: Mas que história é essa, como é que você sabe que eu vou de
moto?

Telefonista: Peço desculpas, apenas reparei que o Sr. não pagou as
últimas prestações do carro e ele foi penhorado. Mas a sua moto está
paga, e então pensei que fosse utilizá-la.

Cliente: @#%/§@&?#§/%#!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Telefonista: Mais alguma coisa?

Cliente: Não, é só isso... não, espere... não se esqueça dos 2
litros de

Coca-Cola que constam na promoção.

Telefonista: Senhor, o regulamento da nossa promoção, conforme
citado no

art 3095423/12, nos proíbe de vender bebidas com açúcar a pessoas
diabéticas..

Cliente: Aaaaaaaahhhhhhhh!!!!!!!!!!! Vou me atirar pela
janela!!!!!!!!!!!!!!!

Telefonista: vai machucar o joelho !! O Sr. mora no andar térreo...


por Paula * 3:56 PM

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[26.4.04]



por Paula * 8:07 PM

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"... o que nos define não é o resultado de nossas eventuais inspirações, mas sim o acumúlo de nossas banalidades."

Eu estava lendo uma revista e me deparei com essa frase no fim de uma reportagem. Por mais bobinha e piegas que seja eu gostei dela.

por Paula * 8:06 PM

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[25.4.04]

O show, muiito legal!
Nós fomos lá em 12 gurias. Eu, a Carol, a Ana Carol, a Ellusa, a Ká, a Ana Paula, a Niége, a San, a Tati, a Vivi, a Iliriana e a irmã da Ká, a Fernanda. Tinha alto congestionamento, então 2 Km antes de chegar nós decidimos descer do carro e ir a pé até o campus 8. Ficamos bem na frente um pouco pra direita. O lugar estava bem bom, não dava de ver o palco de frente mas também não tinha ninguém nos empurrando. A única coisa ruim era o frio... Cheguei em casa 10 pras 6. Segundo as minhas contas eu fiquei acordada direto 24h e 15 min. E pra variar acabei não estudando nada o fim de semana inteiro...



por Paula * 7:25 PM

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[24.4.04]

Encontrei isso aqui por ai...

Instruções:
1. Pegue o livro mais próximo de você;
2. Abra o livro na página 23;
3. Ache a quinta frase;
4. Poste o texto em seu blog junto com estas instruções.

Receeie também a palavra viva, rápida e impressionável não pudesse, como a pena calma e refletida, pescrutar os mistérios que deseja desvendar-lhe, sem romper alguns fios da tênue gaza com que a fina educação envolve certas idéias, como envolve a moda em rendas e tecidos diáfanos os mais sedutores encantos da mulher.

José de Alencar, Lucíola

Amei isso!

por Paula * 5:01 PM

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[19.4.04]



por Paula * 8:40 PM

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